Casa dos Ventos tem aval para comprar conexão; Axia para vender transmissoras

01/06/2026

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou operações envolvendo a Casa dos Ventos e Voltalia e da Axia Energia e Gebbras. Os despachos foram publicados nesta segunda-feira, 1 de junho, no Diário Oficial da União.

A Casa dos Ventos foi autorizada, por meio de seu acionista, o fundo Salus, a comprar a participação integral da Voltalia na Pecém VDB 1, empresa detentora de direitos de acesso à Rede Básica do Sistema Interligado Nacional (SIN).

Ao Cade, o Salus disse que a operação representa uma oportunidade de criação de demanda e expansão de seus projetos de geração de energia renovável no Brasil. Em seu pleito, a empresa havia defendido que a aquisição fazia parte da estratégica ampliar sua atuação em segmentos de alto crescimento, como hidrogênio verde e data centers.

Já para a Voltalia, a venda contribui para a captação de recursos e para o reposicionamento de seu portfólio de investimentos no Brasil, e de captação de recursos financeiros.

A Pecém VDB 1, de 645 MW, está entre os ativos contemplados pela solução estruturada pelo governo federal para antecipar até 3 GW de capacidade de atendimento a novas cargas no Nordeste, de um total de 4 GW projetados pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) até 2032. A medida busca viabilizar a conexão de empreendimentos de grande porte sem comprometer o escoamento da geração renovável já instalada na região e foi incorporada ao lote 3 do leilão de transmissão realizado em março de 2026.

Ativos de transmissão da Axia Energia

No caso da Axia Energia, a operação envolve a venda de participação para a Gebbras Participações, do grupo colombiano Energía Bogotá, minoritárias de 49% em quatro ativos de transmissão de energia elétrica, em uma operação avaliada em R$ 451,5 milhões.

O acordo envolve fatias nas sociedades de propósito específico (SPEs) Goiás Transmissão, MGE Transmissão, Transenergia Renovável e Transenergia São Paulo. Juntas, as empresas detêm pouco mais de 1.086 quilômetros de linhas de transmissão distribuídas pelos estados de Goiás, Minas Gerais, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo.

O grupo colombiano comprou a participação majoritária nos ativos em 2015, cujas concessões se estendem entre 2039 e 2040. A dívida líquida de 2025 foi de R$ 414 milhões. 

Com o aval do Cade, a operação ainda depende de aval da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Segundo autos do processo do órgão antitruste, para a Gebbras, o negócio representa a consolidação do controle das empresas, em linha com a política de investimento do GEB e a expansão de sua presença no setor de transmissão de energia elétrica no Brasil. Já para a Axia, a justificativa indica oportunidade de otimização de suas participações, com simplificação de sua estrutura societária, conforme previsto em seu plano estratégico.

Fonte: MegaWhat

OUTROS
artigos