Licitação será para uma unidade própria e replicante, informou Lourenço Fróes, Coordenador do Programa para novos FPSOs na Petrobras. Ele também deu detalhes sobre o cronograma de outras plataformas
21/05/2026
A Petrobras deve lançar a licitação para a revitalização de Tupi em meados deste ano, disse Lourenço Fróes, Coordenador do Programa para novos FPSOs na Petrobras, durante apresentação no evento “FPSO Expo Brasil: Epicentro Global de FPSOs”, realizado nesta quinta-feira (21) no Rio de Janeiro (RJ). A licitação é para uma unidade própria, replicante, que deve iniciar sua operação no campo de Tupi – situado no pré-sal da Bacia de Santos – após 2031, segundo o Plano de Negócios 2026-2030 da companhia.
Fróes também deu detalhes sobre o cronograma de outras plataformas, como a P-80 (Búzios 9), P-82 (Búzios 10) e P-83 (Búzios 11). “Elas estão em Singapura no momento, e está sendo feita a integração. Na P-83, ainda falta instalar alguns módulos. Já as outras duas estão completas, com todos os módulos. Búzios 9 e Búzios 10 sairão de Singapura ainda neste ano, enquanto Búzios 11 deve deixar o estaleiro no início do ano que vem”, afirmou o coordenador.
Além disso, o executivo informou que os cascos da P-84 e da P-85 estão sendo completados neste momento, e devem seguir, em breve, para a fase de integração. A P-84 vai operar no campo de Atapu a partir de 2029, enquanto a P-85 vai operar no campo de Sépia a partir de 2030, segundo dados do Plano de Negócios 2026-2030 da Petrobras. Ambos os campos estão situados no pré-sal da Bacia de Santos.
A estatal também espera receber, ainda neste ano, as propostas para a revitalização de Albacora e para Búzios 12. Adicionalmente, Lourenço disse que a companhia está estudando a possibilidade de fazer um projeto replicante para Entorno de Forno, ICSPB (Integrado Complexo Sul do Parque das Baleias), revitalização de Marlim Sul e Marlim Leste e revitalização de Barracuda e Caratinga. “Talvez a gente não consiga fazer exatamente igual, mas estamos buscando fazer esses quatro projetos bem parecidos”, explicou.
Por fim, o coordenador disse que a companhia está muito próxima de assinar os contratos de SEAP (Sergipe Águas Profundas, que contempla dois FPSOs). “Está todo mundo com a caneta na mão, e essa assinatura é emblemática porque vai confirmar a viabilidade desse modelo de BOT [Build, Operate and Transfer], porque ele é um pouco diferente do modelo de BOT que fizemos anteriormente. Nós realizamos algumas melhorias no processo e queremos continuar melhorando, porque vemos oportunidades”, finalizou.
Fonte: Brasil Energia




