IBP reitera críticas ao imposto de exportação de petróleo

Instituto está tentando reverter essa decisão judicialmente, no STF, e no Congresso, com os deputados, reforçou o presidente do IBP, Roberto Ardenghy
20/05/2026

O presidente do IBP, Roberto Ardenghy, reiterou as críticas ao imposto de exportação de 12% sobre o petróleo, em apresentação durante o evento “FPSO Expo Brasil: Epicentro Global de FPSOs”, realizado nesta quarta-feira (20) no Rio de Janeiro (RJ). Segundo o executivo, a medida afasta os investidores. 

“O imposto de exportação de petróleo somente se justifica quando você não tem petróleo. Por definição legal, esse imposto é para proteger o mercado interno. O Brasil exporta 2 milhões de bpd de petróleo, nossas refinarias não conseguem processar o petróleo que a gente tem. Então, qual é o motivo do imposto de exportação que não seja a arrecadação?”, disse. 

De acordo com Ardenghy, isso gera uma insegurança, afastando os investidores. “Por isso o IBP está tentando reverter isso judicialmente [no STF], porque achamos que, do ponto de vista da legalidade, é algo muito frágil, e também estamos trabalhando junto ao Congresso, tentando convencer os deputados, para ver se a gente consegue reverter isso lá também”, afirmou, em relação à Medida Provisória (MP) 1.340/2026.

Sobre a continuidade da resiliência do Brasil diante da guerra entre EUA/Israel e Irã, Roberto disse que é difícil tentar elaborar uma resposta para essa questão. “Porque isso vai depender de muitos fatores, como a questão dos estoques estratégicos, das eleições de meio mandato nos EUA, de qual vai ser a capacidade de outros países de aumentar sua produção… é muito difícil conseguir responder essa pergunta”, avaliou.

Fonte: Brasil Energia

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