O país ganhou relevância no mapa internacional de abastecimento de óleo cru, segundo Gus Vasquez, editor sênior de Petróleo Bruto da Argus Americas, que participou do evento Argus Rio Crude Conference
20/05/2026
O mercado busca alternativas de carregamento que compensem as restrições provocadas pela guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã. Por isso, países produtores de petróleo como Brasil e Argentina tendem a ser favorecidos. Isso pode significar um redesenho do mapa internacional de abastecimento.
A avaliação é de Gus Vasquez, editor sênior de Petróleo Bruto da Argus Americas, que participou do evento Argus Rio Crude Conference.
Ele ressalta que a margem equatorial da Guiana e do Suriname, outra promessa de oferta de petróleo no mundo, é um projeto de mais longo prazo e que não deve ser favorecido imediatamente, mas pode entrar no novo mapa, no médio prazo.
Vasquez explica que, num cenário de normalidade, sem guerra, a proximidade e a logística pesam na hora de decidir onde comprar o petróleo, mas, numa situação de guerra e escassez, outros critérios passam a pesar, como a segurança.
“Com a guerra, mercados distantes e alternativos passam a ser considerados. Os clientes mudam o ponto de vista de suprimento”, disse.
Ele complementa que além de mudar a lógica geográfica de abastecimento, os preços também estão sendo redesenhados e devem se manter elevados por um intervalo de, pelos menos, dois meses após o fim da guerra.
“Mesmo que a guerra termine amanhã, para o abastecimento voltar ao normal vai precisar de dois a três meses”, afirmou Vasquez, lembrando que, a partir de um certo ponto de preços, a demanda tende a começar a cair.
Nesse contexto, o Brasil está numa “posição muito boa”, segundo o especialista. O país conta com diferentes tipos de óleo e clientes, além de possuir boa infraestrutura de exportação para todo mundo. “Para o Brasil, é uma grande oportunidade”, complementou.
Fonte: Brasil Energia




