ExxonMobil ganha mais tempo em bloco situado na Bacia de Campos

ANP prorrogou o período único do bloco C-M-789, operado pelo consórcio formado por ExxonMobil, Petrobras e QatarEnergy. A major norte-americana encontrou fluidos de gás e petróleo em um poço perfurado neste bloco em 2021
28/04/2026

A ANP prorrogou o período único do bloco C-M-789, operado pelo consórcio formado por ExxonMobil (operadora, 40%), Petrobras (30%) e QatarEnergy (30%), na Bacia de Campos. O adiamento foi concedido no último dia 15, por meio da Resolução ANP nº 878/2022, que permite a prorrogação de prazos da fase de exploração pelo período de 18 meses.

Com o adiamento, o vencimento da fase exploratória vai até o dia 11 de dezembro de 2027, segundo os dados da ANP. O bloco foi adquirido na 15ª Rodada de Licitação da agência reguladora, realizada em 2018, sob o regime de concessão. 

Até o momento, dois poços foram perfurados no C-M-789: 1-EMEB-1-RJS (Opal-1) e 1-EMEB-1A-RJS (Opal-1A). Na prática, o primeiro poço foi abandonado de forma definitiva por questões operacionais, de modo que o segundo é um poço repetido, conforme os termos da Resolução ANP nº 699/2017. 

Ambos os poços foram perfurados pela sonda West Saturn, da Seadrill, no primeiro semestre de 2021. Em julho de 2021, a ExxonMobil encontrou fluidos de gás e petróleo no poço 1-EMEB-1A-RJS, em lâmina d’água de 2.678 mil m. 

Atualmente, no Brasil, a ExxonMobil possui participação em 10 blocos na Bacia da Foz do Amazonas, sendo cinco como operadora (FZA-M-477, FZA-M-547, FZA-M-549, FZA-M-619 e FZA-M-621, em parceria com a Petrobras) e cinco como concessionária (FZA-M-188, FZA-M-190, FZA-M-403, FZA-M-1040 e FZA-M-1042, sendo a Petrobras operadora), todos em consórcio 50/50.

O restante do portfólio exploratório da companhia está localizado nas bacias de Sergipe (SEAL-M-637, como operadora), Campos (C-M-789, como operadora) e Santos (Uirapuru, como concessionária). Na etapa de produção, a ExxonMobil possui participação não-operada de 40% no campo de Bacalhau, operado pela Equinor no pré-sal da Bacia de Santos.

Fonte: Brasil Energia

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