Vestas fecha fornecimento com a Rio Energy e alcança 1,1 GW em 100 dias

23/03/2026

A Vestas e a Rio Energy, subsidiária da Equinor para geração renovável no Brasil, fecharam acordo sobre o projeto eólico greenfield Esquina do Vento, localizado no Rio Grande do Norte e com capacidade instalada de 230 MW. O parque já possui outorga junto à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), inicialmente emitida para a Vestas, que agora vendeu o projeto à Rio Energy.

Pelo acordo, a Vestas fornecerá 51 turbinas de 4,5 MW, com a conclusão da instalação prevista até o fim de 2027, e será responsável pelos serviços de operação e manutenção por 30 anos. O início das obras está estimado para o segundo trimestre de 2026 enquanto a entrada em operação comercial é planejada para 2028.

A energia produzida pelos ativos onshore da Equinor no Brasil é comercializada no mercado local pela Danske Commodities, empresa de comercialização integralmente controlada pela Equinor.

Retomada da indústria eólica

Com o acordo, a Vestas alcança a marca de 1,1 GW em novos projetos em 100 dias, contando também os 828 MW em equipamentos e serviços para a Casa dos Ventos, anunciada em dezembro. O CEO da Vestas América Latina, Eduardo Ricotta, considera que as contratações chegam em bom momento e dão novo fôlego para a indústria, após dois anos sem novas encomendas.

Dois anos são também o prazo para entrega dos equipamentos. Assim, projetos fechados até 2023 mantiveram a indústria neste intervalo, mas o período garantido já estava se esgotando. “Tivemos um pouco de sorte por ter novos projetos, eles chegam num momento muito bom para reativar a indústria”, diz o executivo em entrevista à MegaWhat.

Para ele, as contratações aliviam uma preocupação instalada no mercado. “Foram mais de 20 anos para fazer essa cadeia nacional para a indústria eólica, e acabar com isso é muito fácil. Então, a gente fica bem feliz por ter vindo já nos últimos meses dois grandes projetos”, diz Ricotta.

Além de vir num bom momento para a indústria eólica, Ricotta avalia que os projetos também colaboram com a resiliência, custo e equilíbrio da matriz elétrica brasileira, em um momento de energia mais cara e busca por descarbonização.

Em nota, o CEO da Rio Energy, Roberto Colindres, avalia que a parceria com a Vestas representa um marco importante para a emrpesa. “Apesar dos desafios atuais, acreditamos que a energia eólica onshore possui grande potencial para fornecer eletricidade confiável, limpa e acessível, além de gerar valor duradouro para comunidades e clientes em todo o país. Com potencial de geração anual de aproximadamente 1 TWh, o complexo representa um acréscimo relevante à produção de energia eólica na região”, declarou o executivo.

A Rio Energy também opera o complexo híbrido eólico-solar Serra da Babilônia, com 363 MW na Bahia. Além disso, a Equinor tem participações de 43,5% e 30%, respectivamente, nos complexos solares Apodi (162 MW), no Ceará, e Mendubim (531 MW), no Rio Grande do Norte, operados pela Scatec.

‘Nem sempre a maior turbina é a melhor’

O parque Esquina do Vento terá 51 turbinas do modelo V163-4.5 MW, que já conta com mais de 22 mil unidades instalas globalmente, totalizando 84 GW. A escolha vem em um momento em que há aerogeradores de maior potência no mercado, como as turbinas de 7 MW da WEG.

Fonte: MegaWhat

OUTROS
artigos