13/03/2026
A forma como os hóspedes reservam estadias em resorts no Brasil está passando por mudanças relevantes. Um levantamento inédito realizado pela Resorts Brasil em parceria com a consultoria Noctua Advisory indica que os canais diretos dominam a distribuição das vendas, ao mesmo tempo em que novas ferramentas digitais ganham espaço na relação entre clientes e empreendimentos.
Intitulada Pesquisa de Canais de Distribuição de Resorts, a análise reúne dados de 33 empreendimentos localizados em 26 cidades brasileiras. A coleta das informações foi realizada em outubro de 2025, considerando o desempenho registrado ao longo de 2024. Ao todo, os resorts participantes somam cerca de 10 mil unidades habitacionais e estão distribuídos entre destinos de praia e de campo.
Segundo o estudo, que pode ser acessado no link, aproximadamente R$ 9,2 bilhões passaram pelos canais de distribuição desses empreendimentos em 2024, evidenciando o peso estratégico da gestão comercial para o desempenho financeiro dos resorts.
Venda direta lidera reservas
Os dados apontam forte predominância dos canais diretos nas reservas. Em 2024, 75,5% das vendas foram realizadas por meios próprios dos resorts, enquanto os canais indiretos responderam por 24,5% do total.
Entre os formatos analisados, grupos e eventos lideram o volume de room nights, com participação de 26%, seguidos pelas reservas feitas por meio do site próprio dos empreendimentos (19%) e pelas centrais de reservas (19%). Também aparecem com relevância as reservas realizadas diretamente na propriedade, que representam 11% do total.
O desempenho do site próprio se destaca como uma das principais tendências identificadas no estudo. De acordo com o levantamento, esse canal registrou crescimento de 32%, consolidando-se como uma das ferramentas mais estratégicas para a venda direta.
Intermediários seguem relevantes
Apesar da predominância das vendas diretas, os canais intermediados continuam desempenhando papel relevante no setor. Operadoras de turismo representam 14% das reservas, com taxa de automação de 93%, indicando alto nível de digitalização do processo. Já as OTAs respondem por 10% das vendas, enquanto sistemas de distribuição global e conectores digitais têm participação mais reduzida.


