Após desistir de 2 GW em Minas Gerais, empresa pede revogação de mais dois complexos
A Solatio voltou a pedir à Aneel a revogação de outorgas de geração solar, agora envolvendo 13 usinas fotovoltaicas que somam cerca de 390 MW, reforçando um movimento mais amplo de desistência de projetos diante do agravamento das condições econômicas e operacionais do setor.
Os pedidos mais recentes abrangem dois conjuntos de empreendimentos da companhia: as UFVs Pedra do Reino 1 a 10, em Pernambuco, e as UFVs Walter Froes 6, 7 e 8, em Minas Gerais. Segundo a empresa, nenhuma das usinas firmou contratos de compra e venda de energia no Ambiente de Contratação Livre (ACL) ou no Regulamentado (ACR), nem celebrou CUST ou CUSD, o que inviabilizou o avanço dos projetos.
Nas cartas encaminhadas à Aneel, a Solatio aponta como fatores centrais para a decisão o curtailment significativo nas regiões dos empreendimentos, que compromete a previsibilidade da geração, além das taxas de juros elevadas e do encerramento dos subsídios ao gerador e ao consumidor, reduzindo a atratividade econômico-financeira das usinas.
A nova rodada de pedidos se soma a um movimento já reportado pela Brasil Energia, quando a empresa solicitou a revogação das outorgas de 40 usinas do complexo Morro Preto, também em Minas Gerais. Naquele caso, os projetos totalizavam 2 GW de potência instalada e tiveram as autorizações emitidas em abril de 2022.
https://brasilenergia.com.br/energia/solar/solatio-amplia-devolucao-de-outorgas-solares