Dos 692 GW adicionados no período, mais de 510 GW foram de energia solar, segundo relatório da IRENA
06/04/2026
O mundo adicionou 692 GW de energia renovável em 2025, dos quais 511 GW (cerca de 75% do total) foram provenientes da fonte solar, segundo relatório divulgado pela IRENA (Agência Internacional de Energia Renovável).
De acordo com o levantamento Renewable Capacity Statistics 2026, as fontes renováveis foram responsáveis por 85,6% da expansão total da capacidade energética no período, enquanto as fontes não renováveis tiveram participação significativamente menor.
Além da solar, a energia eólica aparece em segundo lugar, com 159 GW adicionados. Juntas, solar e eólica responderam por 96,8% de todas as novas adições líquidas de capacidade renovável em 2025, refletindo a competitividade e a queda de custos dessas tecnologias.
No caso da energia hidrelétrica (excluindo usinas reversíveis), foram adicionados 18,4 GW, sendo 96% desse crescimento concentrado na China. A bioenergia avançou 3,4 GW no período, enquanto a energia geotérmica registrou adição de 0,3 GW.
Renováveis ganham protagonismo em cenário de incerteza
O relatório também destaca que as tensões geopolíticas voltaram a colocar o setor energético no centro das discussões globais. “A escalada no Oriente Médio levanta novas preocupações sobre a segurança do abastecimento e a volatilidade dos preços dos combustíveis fósseis”, aponta o estudo.
Nesse contexto, as renováveis ganham relevância como solução para sistemas mais resilientes e menos vulneráveis a choques externos. Por serem produzidas localmente, apresentarem custos mais baixos e permitirem implantação mais rápida, essas fontes contribuem para reduzir a dependência de mercados internacionais de combustíveis.
Ao comentar os resultados, o diretor-geral da IRENA, Francesco La Camera, destacou a consistência do avanço das renováveis mesmo em cenários adversos. “Em meio a tempos de incerteza, a energia renovável mantém-se consistente e firme em sua expansão. Isso não apenas indica a preferência do mercado, mas também demonstra, com clareza, a resiliência dessas fontes”, afirmou.
Fonte: Canal Solar



