Análise do Global Energy Monitor mostra que as economias mais ricas deixaram de liderar a expansão de energia limpa em 2025
11/02/2026
O pipeline global de projetos de energia eólica e solar em escala utilitária atingiu um recorde de 4,9 TW em 2025, o que representa um crescimento de 11% em relação ao ano anterior, segundo análise do Global Energy Monitor. No entanto, as economias mais ricas do mundo não estão mais liderando a expansão da energia limpa, que está cada vez mais concentrada em economias emergentes.
A China sozinha abriga 448 GW de projetos eólicos e solares atualmente em construção, o que corresponde à metade do total global, e sua capacidade operacional combinada de energia eólica e solar superou 1,6 TW em 2025 – três vezes a capacidade combinada de seus pares mais próximos, os Estados Unidos e a Índia. O Brasil (com 401 GW), Índia (234 GW) e Filipinas (146 GW) também estão entre os sete principais países em termos de capacidade prospectiva de energia eólica e solar em escala utilitária.
“A energia eólica e a solar estão crescendo em velocidade vertiginosa, e grande parte desse impulso vem de países que antes eram vistos como seguidores energéticos”, disse Diren Kocakuşak, analista de pesquisa do GEM. “A questão agora é se os países mais ricos vão reduzir a lacuna entre ambição e execução, ou ceder a liderança neste setor em expansão.”
Os países do G7 respondem por apenas 11% da capacidade prospectiva mundial de energia eólica e solar em escala utilitária, apesar de controlarem cerca de metade da riqueza global. Seu pipeline combinado permaneceu em grande parte inalterado, em torno de 520 GW desde 2023, evidenciando uma lacuna crescente entre ambição climática e implementação nas economias avançadas.
Além disso, o Global Solar Power Tracker do GEM agora registra quase 900 GW de capacidade solar distribuída operacional, que desempenha um papel significativo na transição para energia limpa. A Agência Internacional de Energia (IEA) estima que aproximadamente 42% da capacidade solar existente e prospectiva é distribuída, destacando seu papel integral para cumprir a meta global de triplicar a capacidade de energias renováveis até 2030, acordada na conferência climática COP28 da ONU. China, Índia e Brasil estão entre os dez principais países com capacidade solar distribuída em operação.
Fonte: Brasil Energia



