Segundo o CEO da PetroReconcavo, José Firmo, a ideia é que 2026 seja um ano para estruturar e amadurecer os projetos da companhia. “A possibilidade de alterar esse plano existe, mas também existe um nível de incerteza muito grande”, explicou durante a apresentação de resultados do 4T25 e de 2025
19/03/2026
Este ano teremos um Capex mais restrito e uma produção “flat”, disse o CEO da PetroReconcavo, José Firmo, durante a teleconferência de resultados do quatro trimestre de 2025 e do ano de 2025, realizada nesta quinta-feira (19). Segundo o executivo, a ideia é que 2026 seja um ano para estruturar e amadurecer os projetos da companhia.
“Quando começamos a desenhar esse plano, tínhamos uma visão totalmente diferente do patamar de preços do barril. A possibilidade de alterar esse plano existe, mas também existe um nível de incerteza muito grande. Temos que esperar um pouco mais para entender o que vai acontecer nas próximas semanas, meses, para saber se vamos alterar algo”, explicou Firmo.
De acordo com o CEO, a indústria do petróleo acreditava, em outubro, que esse seria um ano de preços deprimidos do barril. “E o que estamos observando é recorde atrás de recorde. Obviamente que, com um patamar de preços mais alto mantido, teremos uma receita maior de caixa, e isso possibilita a alocação de capital. Mas a incerteza ainda é muito alta”, disse.
Firmo não descarta que esse possível capital possa ser investido no aumento de dividendos, em M&As (Mergers and Acquisitions) e/ou na aceleração do desenvolvimento de reservas. “Mas tudo isso precisa ser avaliado pelo board antes, e de uma forma muito flexível, porque é uma indústria absolutamente imprevisível”, completou.
Produção e financeiro
A PetroReconcavo teve uma produção média de 26,5 mil boed em 2025 e de 25 mil boed no quatro trimestre de 2025, estando alinhada com a produção de 2024 (26,3 mil boed) e 5% menor em relação ao terceiro trimestre de 2025 (26,4 mil boed), respectivamente.
A empresa registrou lucro líquido de R$ 638 milhões em 2025, com aumento de 46% em relação ao ano anterior (R$ 437 milhões). No 4T25, o resultado foi de R$ 50,7 milhões, representando uma queda de 58% ante o lucro visto no 3T25 (R$ 121 milhões).
A receita líquida da companhia fechou o ano em R$ 3,1 bilhões, ante R$ 3,2 bilhões de 2024. No 4T25, foram R$ 704 milhões, 10% a menos do que a receita líquida do 3T25 (R$ 786 milhões).
Em maio de 2025, a companhia pagou R$ 263,4 milhões de Juros sob Capital Próprio (JCP) e já anunciou que fará a distribuição de R$ 300 milhões em dividendos. O valor será pago em parcelas iguais de R$ 100 milhões cada, entre 2026 e 2028.
Reservas
A PetroReconcavo também divulgou, no final de quarta-feira (18), uma nova certificação de reservas da companhia, elaborada pela consultoria independente Netherland, Sewell & Associates, Inc. – NSAI (NSAI), com data de referência de 31 de dezembro de 2025, e que inclui as reservas dos campos que compõem os Ativos Potiguar e Bahia.
Considerando a nova certificação de reservas, a PetroReconcavo passa a deter 182,2 milhões de barris de óleo equivalente de reservas provadas mais prováveis (2P), dos quais 143,3 milhões de barris correspondem às reservas provadas (1P) e 61,4 milhões de barris são classificadas como reservas provadas desenvolvidas em produção (PDP).
O Capex total associado ao desenvolvimento futuro das reservas provadas mais prováveis (2P) é de US$ 1,0 bilhão sendo US$ 685 milhões para as reservas provadas (1P). “Cabe destacar que esse investimento está distribuído ao longo de 11 anos, de 2026 a 2036”, afirmou a PetroReconcavo.


Imagem: Divulgação PetroReconcavo
Fonte: Brasil Energia



