Segundo a presidente da companhia, Magda Chambriard, a ancoragem realizada em 12 dias estabelece um novo recorde de tempo entre as plataformas próprias da estatal. O primeiro óleo do FPSO é estimado para agosto
23/02/2026
A Petrobras concluiu a ancoragem da P-79, estabelecendo um novo recorde de tempo entre as plataformas próprias da estatal, informou a presidente da companhia, Magda Chambriard, em publicação feita em rede social no domingo (22). Segundo Magda, a operação foi finalizada em 12 dias, com 11 embarcações mobilizadas e 26 sistemas de ancoragem conectados.
A embarcação, também conhecida como Búzios 8, chegou ao pré-sal da Bacia de Santos no dia 10 de fevereiro, depois de ter deixado o estaleiro Hanwha Ocean, na Coreia do Sul, em novembro de 2025, já com a tripulação a bordo, com o objetivo de reduzir o tempo de início de produção. O primeiro óleo é estimado para agosto.
Ela foi construída pela SAME Netherlands BV, uma joint venture formada pelas empresas Saipem Spa da Itália e a Hanwha Ocean da Coreia do Sul, em Geoje-Si, onde o casco foi fabricado e realizada a integração e comissionamento dos módulos de topside, construídos na China, Brasil, Coréia do Sul e Indonésia. A viagem do estaleiro até o Brasil levou cerca de três meses.
O FPSO P-79 é mais uma unidade das 12 previstas para instalação no campo de Búzios e se soma às outras sete plataformas já em operação: P-74, P-75, P-76, P-77, Almirante Barroso, Almirante Tamandaré e P-78. A P-79 tem capacidade de produção de 180 mil bpd, além de comprimir 7,2 milhões de m³/dia de gás natural.
O campo de Búzios está localizado em águas ultraprofundas da Bacia de Santos, em lâmina d’água de até 2,1 mil m, a 180 km da costa do estado do Rio de Janeiro. A P-79 integra o projeto de Desenvolvimento da Produção de Búzios 8, que conta com 14 poços, sendo oito produtores e seis injetores WAG.
A área de cessão onerosa do campo de Búzios é operada somente pela Petrobras (100%), enquanto a área excedente da cessão onerosa é operada pela Petrobras (85%) em parceria com a CNOOC (10%) e CNODC (5%), além da PPSA, gestora dos contratos de partilha da produção.
Fonte: Brasil Energia



