IEA: rastreador mapeará ações governamentais em resposta à guerra

A ferramenta abarca medidas introduzidas pelos governos para conservar energia e proteger consumidores da alta dos preços
30/03/2026

A International Energy Agency (IEA) lançou um rastreador de políticas para monitorar ações que governos decidiram em resposta ao impacto da guerra no Oriente Médio no mercado de energia. 

Este rastreador abarca medidas introduzidas pelos governos para conservar energia e proteger consumidores da alta dos preços. Existem duas categorias nele: medidas voltadas para conservar energia e aquelas projetadas para apoiar os consumidores.

Haverá atualizações regulares no rastreador à medida que novas políticas forem anunciadas e a situação evoluir, fornecendo insights oportunos sobre como os países estão lidando com a crise.

Em relação às medidas, a IEA mostra que, por exemplo, China, Coreia do Sul e Japão tiveram ações que limitaram o preço (controle sobre os preços domésticos de petróleo refinado, limite de preços domésticos de combustíveis e limite de preços de combustíveis apoiado por subsídio, respectivamente). 

O Brasil apareceu com duas medidas: subsídios a combustível para produtores/importadores e menor imposto sobre o diesel. As ações estão relacionadas à Medida Provisória nº 1.340/2026 e aos decretos nº 12.875 (reduz carga tributária do PIS/Confins sobre importação e comercialização de diesel) e nº 12.876 (fiscalização de abusos no comércio de combustíveis em função da guerra).

Ainda em março, a IEA também publicou uma série de medidas do lado da demanda que governos, empresas e domicílios podem adotar para proteger os consumidores das pressões sobre o preço do petróleo. Essas ações focam principalmente no transporte rodoviário, que representa cerca de 45% da demanda global por petróleo, mas também abarca os setores da aviação, culinária e indústria. 

No dia 11, os países membros da IEA concordaram por liberarem estoques emergenciais de petróleo, disponibilizando 400 milhões de barris de petróleo para auxiliar no fornecimento.

Fonte: Brasil Energia

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