IBP: conflito beneficia Brasil, mas país precisa repor reservas

Instituto alerta que diante das instabilidades geopolíticas, o Brasil precisa manter investimentos constantes em exploração e produção para novas descobertas, que garantam a segurança energética, aumente a oferta exportadora e evite voltar à condição de importador
03/03/2026

A guerra entre EUA e Israel contra o Irã, que já envolve outros países do Oriente Médio, pode beneficiar o aumento das exportações do Brasil, mas o país precisa investir na reposição de reservas para continuar desfrutando da sua atual condição de país exportador, segundo avaliação divulgada pelo IBP em comunicado nesta terça-feira (3).

Segundo o instituto, o aprofundamento do conflito bélico no Oriente Médio pode trazer impactos ao mercado de óleo e gás, com alteração do patamar de preços, especialmente com o fechamento do Estreito de Ormuz, canal por onde circula diariamente cerca de 25% do petróleo exportado mundialmente, além de volumes expressivos de gás natural de países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar e Omã.

O IBP prevê que bloqueios ou ataques à infraestrutura da região possam causar severas disrupções, afetando prioritariamente o abastecimento de grandes economias asiáticas como China, Índia e Japão, com perda de competitividade e a pressão sobre os preços como consequências diretas caso as hostilidades se prolonguem.

Neste cenário, segundo o IBP, o Brasil se apresenta como um fornecedor seguro e confiável em um ambiente de negócios estável, além de oferecer um petróleo de excelente qualidade, com baixo teor de enxofre e baixa emissão de carbono. “O país vem aumentando sua produção, é o 9º maior exportador mundial e já destina 67% de seu volume exportado de petróleo para a Ásia”, destacou.

Mas o IBP alerta que, diante das instabilidades geopolíticas, o Brasil precisa manter investimentos constantes em exploração e produção para a descoberta de novas fronteiras — como a Margem Equatorial — para a garantia da segurança energética, aumento da oferta exportadora e para se evitar que o país volte à condição de importador de petróleo na próxima década.

Fonte: Brasil Energia

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