Ibama multa Petrobras em R$ 2,5 mi por vazamento na Bacia da Foz

De acordo com o instituto, o fluido descarregado acidentalmente no mar pela Petrobras contém componentes classificados na categoria de risco B, o que representa risco médio tanto para a saúde humana quanto para o ecossistema aquático
09/02/2026

O Ibama multou a Petrobras em R$ 2,5 milhões pelo vazamento de 18,44 m³ de fluido de perfuração de base não aquosa (mistura oleosa) no mar, ocorrido no dia 4 de janeiro, oriundo da sonda ODN-II (NS-42, da Foresea), que operava no bloco FZA-M-59, na Bacia da Foz do Amazonas, informou o instituto em resposta à Brasil Energia nesta segunda-feira (9). 

De acordo com o Ibama, o fluido descarregado acidentalmente no mar pela Petrobras contém componentes classificados na categoria de risco B, conforme o art. 4º da Lei nº 9.966/2000, o que representa risco médio tanto para a saúde humana quanto para o ecossistema aquático. O produto está listado no anexo da Instrução Normativa Ibama nº 14, de 28 de julho de 2025

“A partir da ciência do auto de infração, a Petrobras tem o prazo de 20 dias para efetuar o pagamento da multa ou apresentar defesa administrativa”, finalizou o instituto no comunicado.

No último dia 4, um mês após o incidente, a ANP autorizou a retomada da atividade de perfuração no poço Morpho, mas estabeleceu algumas condicionantes, que deverão ser cumpridas integralmente e serem devidamente comprovadas pela Petrobras nos prazos definidos.

O vazamento

A perfuração do poço Morpho foi iniciada no bloco FZA-M-59, na Bacia da Foz do Amazonas, no dia 20 de outubro de 2025, um dia após o recebimento da licença de operação pelo Ibama.

No dia 4 de janeiro, durante a realização de testes e verificações prévias ao início da perfuração da fase 4 do poço, foi observada uma perda localizada de contenção de fluido de perfuração biodegradável em linhas auxiliares do riser (tubulação que liga a sonda ao poço). 

De acordo com a Petrobras, o evento foi prontamente identificado e as linhas afetadas foram isoladas, cessando a perda observada. Ainda segundo a companhia, “em nenhum momento houve comprometimento da segurança do poço”. 

No último dia 23, a estatal afirmou, em carta enviada ao Ibama, que as causas da perda de fluido de perfuração na Bacia da Foz do Amazonas estão em fase de apuração.

O Ibama instaurou processo administrativo interno para acompanhar as ações da Petrobras, procedimento padrão adotado para o monitoramento de emergências ambientais.

Fonte: Brasil Energia

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