O turismo brasileiro alcançou 8,2 milhões de empregos em 2025, o equivalente a 7,9% do total de vagas no país, consolidando-se como um dos principais vetores de geração de trabalho e renda da economia nacional. Os dados são do WTTC (World Travel & Tourism Council), que acompanha o desempenho do setor globalmente.
O número confirma a trajetória de crescimento da atividade nos últimos anos. Em 2024, o turismo respondia por 8,1 milhões de postos de trabalho, já acima do recorde anterior de 2019 (pré-pandemia), quando o setor empregava 7,7 milhões de pessoas no Brasil.
As projeções do WTTC indicam que o avanço deve continuar ao longo da próxima década. A expectativa é que o turismo brasileiro chegue a 9,7 milhões de empregos até 2035, passando a representar 9,3% do total de ocupações no país, com a criação de aproximadamente 1,5 milhão de novas vagas no período.
Para o presidente da Embratur, Marcelo Freixo, os números realçam o importante papel do turismo para a geração de emprego e renda. “Os números confirmam que o turismo se consolida como essencial para o desenvolvimento sustentável do Brasil, com capacidade de gerar empregos em diferentes níveis de qualificação, promover inclusão social e estimular economias regionais”, avalia.
Mais dados
Os dados mais recentes do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) reforçam esse cenário, especialmente nos segmentos diretamente ligados à cadeia turística. Entre 2024 e 2025, houve crescimento expressivo do estoque de empregos formais nas atividades de Alimentação e Alojamento, que concentram grande parte da mão de obra do setor.
Na área de Alimentação, o número de empregos formais passou de 1,86 milhão, em 2024, para 1,93 milhão em 2025, alta de 67,1 mil postos de trabalho no período (+3,6%). Já o segmento de Alojamento registrou aumento de 367,4 mil para 383,5 mil empregos, com a criação de 16,1 mil novas vagas (+4,4%) em igual base de comparação.
Juntas, as atividades de Alimentação e Alojamento responderam por 54,72% do saldo de empregos formais do turismo entre janeiro e outubro de 2025, considerando a diferença entre admissões e desligamentos.