Companhia assinou um acordo preliminar com a Basra Oil Company, a operadora temporária do campo West Qurna-2
23/02/2026
A Chevron assinou um acordo preliminar com a Basra Oil Company (BOC) – estatal de energia do Iraque – para adquirir o campo West Qurna-2. O campo era operado pela Lukoil, mas em janeiro deste ano a BOC assumiu como operadora temporária.
O acordo, que foi anunciado pela assessoria de imprensa do primeiro-ministro do Iraque, Mohammed Al-Sudani, nesta segunda-feira (23), garante à Chevron um ano para as negociações da transferência de operação.
Também, as duas companhias e a Lukoil assinaram um frame agreement que permite a BOC operar temporariamente o campo. Após a conclusão das negociações, o contrato será repassado à Chevron.
West Qurna-2 era operado com 75% de participação da Lukoil em conjunto com a North Oil Company (25%).
Acordos da Lukoil para os ativos internacionais
Em janeiro, a BOC e a Lukoil concordaram em um acordo de conciliação, em que o contrato seria transferido temporariamente para a estatal iraquiana. Estava incluso também que as obrigações financeiras pendentes entre as empresas seriam quitadas integralmente.
Além deste ativo, a Lukoil assinou um acordo vinculativo com o Grupo Carso para 50% de dois campos no offshore do México. A operação de aquisição se dará pela compra de 100% do capital social da Fieldwood México, subsidiária da Lukoil que detém os 50% nos campos de Ichalkil e Pokoch. Os outros 50% pertencem ao Grupo Carso.
No mesmo mês, o Grupo Carlyle firmou acordo para adquirir 100% da Lukoil International GmbH (subsidiária que contém os ativos internacionais da companhia russa). O acordo não inclui os ativos no Cazaquistão, que continuarão a serem operados pela Lukoil, e não há exclusividade.
As empresas estão se movimentando para adquirir os ativos internacionais da Lukoil após as sanções dos EUA à empresa e à Rosfnet no final de outubro. De acordo com o Departamento do Tesouro dos EUA, foram emitidas sanções devido à “falta de compromisso sério” da Rússia em terminar a guerra na Ucrânia.
No mesmo mês, a União Europeia (UE) aprovou o 19º pacote de sanções à Rússia também devido à guerra, e a Lukoil logo anunciou a intenção de vender seus ativos internacionais por causa das sanções emitidas. Em novembro, o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros dos EUA (OFAC, na sigla em inglês) emitiu licenças à companhia russa, com intuito de estender o prazo para as empresas negociarem seus ativos.
Fonte: Brasil Energia



