Brava Energia deve começar a perfurar em Papa-Terra neste mês

A sonda responsável por essa atividade – Lone Star, da Constellation – deixou a Baía da Guanabara nesta madrugada, e está neste momento chegando ao campo, informou Carlos Travassos, diretor de Operações Offshore da companhia. A atividade faz parte da campanha integrada
12/03/2026

A Brava Energia espera iniciar as primeiras perfurações da campanha integrada de Papa-Terra e Atlanta na segunda quinzena deste mês, informou Carlos Travassos, diretor de Operações Offshore da companhia, em teleconferência sobre os resultados do quarto trimestre de 2025, realizada nesta quinta-feira (12). A sonda responsável por essa atividade – Lone Star, da Constellation – deixou a Baía da Guanabara nesta madrugada, e está neste momento chegando ao campo de Papa-Terra, na Bacia de Campos. 

“A campanha de perfuração está em linha com o que planejamos. A sonda já foi inspecionada pelo Ibama e não esperamos nenhuma intercorrência”, disse Travassos. Serão perfurados dois poços em Papa-Terra, entre março e setembro de 2026, com o primeiro óleo previsto para o quarto trimestre deste ano. Depois, entre outubro de 2026 e março de 2027, a sonda será transferida para Atlanta, para o início da perfuração de outros dois poços, que devem iniciar produção no segundo trimestre de 2027, de acordo com o cronograma divulgado pela Brava. 

Os dois poços em Papa-Terra devem produzir entre 11 a 14 mil bpd, enquanto os dois poços em Atlanta devem produzir entre 15 a 20 mil bpd. Conforme publicado pela Brasil Energia, a companhia estima um capex de US$ 550 milhões para 2026, sendo que, deste total, 2/3 são para a campanha integrada de Papa-Terra e Atlanta, inicialmente prevista para começar em janeiro, e o restante para atividades de manutenção. 

O campo de Atlanta está localizado na Bacia de Santos, e é operado pela Brava com 80% de participação, em parceria com a Westlawn Energia (20%). Já o campo de Papa-Terra, localizado na Bacia de Campos, é operado pela Brava com 62,5% de participação, em parceria com a Nova Técnica Energy (37,50%).

Produção 

No quarto trimestre de 2025, a Brava produziu uma média de 76,7 mil boed, representando uma diminuição de 16,4% ante o trimestre anterior (91,8 mil boed). Esse resultado é explicado por: manutenção programada em Papa-Terra e Parque das Conchas; ajustes no sistema de separação do FPSO em Atlanta; paralisação parcial da produção de Potiguar em atendimento à interrupção temporária das instalações em Potiguar, em função de auditoria realizada pela ANP e paralisação temporária para a realização de ajustes operacionais em Manati, aliado a menor demanda por gás natural no período.

Em relação ao ano de 2025, a companhia produziu uma média de 81,3 mil boed, representando um aumento de 46% ante 2024 (55,7 mil boed), com destaque para Papa-Terra e Atlanta, que registraram os seus melhores resultados anuais históricos de produção e eficiência operacional.

Financeiro 

A companhia teve uma receita líquida de R$ 2,5 bilhões no 4T25, 17% menor ante a receita líquida do 3T25 (R$ 3 bilhões), impactada, principalmente, pela desvalorização de 7,8% trimestre-a-trimestre no Brent médio do trimestre. 

No quarto trimestre de 2025, a Brava reportou um prejuízo de R$ 588 milhões, diferente do lucro de R$ 121 milhões visto no 3T25, impactado principalmente pelo menor volume de vendas no offshore, reflexo da ausência de offloading em Parque das Conchas; a menor produção em Potiguar em função de auditoria no ativo; e maiores descontos aplicados nas vendas de óleo de Atlanta, além do efeito do Brent médio. 

No ano de 2025, a receita líquida foi de R$ 11,6 bilhões, 15% maior ante 2024 (R$ 10 bilhões), e lucro líquido de R$ 1,4 bilhão, ante o prejuízo de R$ 1,1 bilhão reportado em 2024, resultado sustentado pelo desempenho operacional do segmento offshore e estabilidade do onshore ao longo do ano. 

Fonte: Valor Econômico

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