ANP vai analisar desenvolvimento de Maromba na próxima reunião

Ao todo, a BW Energy, operadora do campo, já enviou três versões do Plano de Desenvolvimento (PD) de Maromba até o momento – sendo que a mais recente foi reprovada pela diretoria da agência reguladora em abril de 2025
09/02/2026

A diretoria da ANP vai avaliar o Plano de Desenvolvimento (PD) do campo de Maromba, operado pela BW Energy na Bacia de Campos, na próxima reunião, marcada para quinta-feira (12), a partir das 14h. A pauta foi divulgada nesta segunda-feira (9). 

A área já possui um PD aprovado, segundo decisão tomada pela diretoria da ANP em 2020, mas o documento previa o início de produção para 2022. Ao todo, a BW já enviou três versões do PD de Maromba até o momento – sendo que a mais recente foi reprovada pela diretoria da agência em abril do ano passado

A BW Energy tomou a decisão final de investimento (FID) do projeto de Maromba em maio de 2025. O projeto, orçado em US$ 1,5 bilhão, contempla uma plataforma do tipo WHP (wellhead platform, convertida de uma plataforma autoelevatória) e o FPSO BW Maromba (antigo FPSO Polvo), com o objetivo de produzir o primeiro óleo no final de 2027.

O desenvolvimento inclui seis poços horizontais iniciais com dry-trees e elevação artificial por meio de Bombas Submersíveis Elétricas (ESPs). Esses poços serão conectados à WHP, que terá até 16 slots de poços e flowlines de produção e de teste ligados ao FPSO BW Maromba.

A produção será transferida do WHP para o FPSO para tratamento, armazenamento e posterior transferência para navios aliviadores. O FPSO terá capacidade para produzir 65 mil bpd de óleo, tratar 85 mil bpd de água e armazenar 1 milhão de barris.

Outro tópico que será analisado pelo colegiado da ANP é a edição de nova resolução que disciplinará os processos de cessão, em substituição à Resolução ANP nº 785, de 16 de maio de 2019.

Segundo a ANP, a revisão da Resolução ANP n° 785/2019 tem como objetivos a extinção do Comitê de Avaliação das Propostas de Parcerias (CAPP, órgão colegiado composto por representantes de unidades organizacionais da ANP com competência para avaliar e recomendar à diretoria colegiada da ANP a aprovação ou a denegação dos pedidos de cessão de contratos de E&P) e sua substituição por Instrução Normativa (IN), visando a simplificação administrativa e a melhor gestão dos recursos. 

A agência reguladora também pretende analisar os pedidos de suspensão e de reposição de prazos aos períodos exploratórios das concessões ES-T-453 e ES-T-516, localizadas no onshore da Bacia do Espírito Santo. As empresas operadoras – no caso, a Vipetro e a BGM, respectivamente – alegam atrasos no processo de licenciamento ambiental para perfuração. 

Fonte: Brasil Energia

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