ANP: projeto SEAP pode destravar mais de R$ 16 bi em investimentos

Segundo apresentação feita por Pietro Mendes, diretor da agência reguladora, em workshop, o projeto Sergipe Águas Profundas tem potencial para transformar o estado no novo hotspot de gás natural, com capacidade significativa de produção e impacto na oferta energética nacional
26/02/2026

O projeto Sergipe Águas Profundas destravará mais de R$ 16 bilhões em investimentos, e tem potencial para transformar Sergipe no novo hotspot de gás natural, com capacidade significativa de produção e impacto na oferta energética nacional, afirmou Pietro Mendes, diretor da ANP, durante apresentação realizada em workshop organizado pela FGV Energia, Agrese (Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de Sergipe) e Sedetec (Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia de Sergipe) na quarta-feira (25), em Sergipe. 

De acordo com o diretor da ANP, cerca de R$ 14 bilhões de investimentos estão previstos nos Planos de Desenvolvimento (PDs) que compõem o projeto, que foram aprovados parcialmente pela ANP em janeiro deste ano. Outras estimativas de Sergipe Águas Profundas incluem a arrecadação de R$ 10 bilhões em tributos e a geração de aproximadamente 50 mil empregos no país, ainda segundo a apresentação de Pietro. 

A Petrobras planeja desenvolver o projeto SEAP em duas fases, com a instalação de dois FPSOs com capacidade de produção de 120 mil de bpd de óleo e até 12 milhões de m³/dia de gás cada. O projeto também inclui a construção de um gasoduto, com capacidade de 18 milhões de m³/dia de gás. 

O primeiro FPSO (SEAP II) está em fase de análise das propostas, com previsão de conclusão da negociação neste semestre, e possui entrada em operação prevista para 2030. Já o segundo FPSO (SEAP I) é uma opção no processo de contratação do SEAP II, e possui entrada em operação prevista para 2032. 

O desenvolvimento inicial contempla oito poços produtores e oito poços injetores para SEAP I, e 11 poços produtores e cinco injetores para SEAP II. Ao todo, o projeto deverá ser desenvolvido a partir de cinco reservatórios principais, de óleo leve, de densidade de 38° a 41° API. 

O projeto SEAP II inclui os campos Budião, Budião Noroeste e Budião Sudeste, localizados a cerca de 80 km da costa nas concessões BM-SEAL-4, BM-SEAL-4A e BM-SEAL-10, respectivamente. A Petrobras é operadora das concessões BM-SEAL-4 – com 75% de participação em parceria com a ONGC (25%) – e BM-SEAL-4A e BM-SEAL-10, onde detém 100% de participação.

Já o projeto SEAP I abrange as jazidas pertencentes aos campos de Agulhinha, Agulhinha Oeste, Cavala e Palombeta, localizados nas concessões BM-SEAL-10 e BM-SEAL-11. A Petrobras é operadora das concessões BM-SEAL-11 – com 60% de participação, em parceria com a IBV Brasil Petróleo (40%) – e BM-SEAL-10, onde detém 100% de participação. 

Em janeiro, a diretoria da ANP determinou a adequação das áreas de desenvolvimento de Agulhinha e Cavala em um único campo, assim como Palombeta e Budião Sudeste, de modo que o projeto SEAP contemple cinco campos – e não sete, como originalmente apresentado pela estatal

Fonte: Brasil Energia

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