Os 11 campos serão agora operados pela Azevedo & Travassos Petróleo (ATP) e pela Petro-Victory Energy, por meio de um consórcio 50/50. O contrato de aquisição foi assinado com a Brava Energia em fevereiro de 2025
11/03/2026
A diretoria da ANP aprovou, na quinta-feira (5), a cessão da totalidade das participações da 3R Potiguar S.A., incorporada pela Brava Energia, nos ativos que compõem os Polos Porto Carão e Barrinha para a Azevedo & Travassos Petróleo S.A. (ATP) e a Petro-Victory Energy, que agora vão operar os campos por meio de um consórcio 50/50.
A aprovação está condicionada à apresentação, pelo novo consórcio, assim como ao seu aceite pela ANP, de uma garantia financeira ou de um termo que assegure o descomissionamento dos campos envolvidos, e da apresentação da declaração de passagem de informações de segurança operacional e meio ambiente para o processo de cessão.
A decisão da ANP envolve 11 campos: Porto Carão, Serraria, Lagoa Aroeira e Carcará, que compõem o Polo Porto Carão, e os campos Pintassilgo, Barrinha Leste, Barrinha Sudoeste, Fazenda Canaan, Poço Verde, Serra Vermelha e Serra do Mel, que fazem parte do Polo Barrinha.
O campo Pedra Sentada consta como em processo de devolução na ANP, enquanto o campo Barrinha não aparece no sistema da agência reguladora. Ambos faziam parte do Polo Barrinha e haviam sido mencionados no comunicado sobre a assinatura do contrato de aquisição.
O contrato foi assinado entre ATP, Petro-Victory e Brava em fevereiro de 2025, mas a transação começou a ser negociada em dezembro de 2024, momento no qual as empresas assinaram um contrato de exclusividade. O montante total da aquisição foi de US$ 15 milhões, sendo US$ 600 mil na assinatura do acordo.
Para a ATP, a transação é complementar à estratégia iniciada em 2024, como a aquisição da Phoenix Óleo & Gás, que detém o Polo Periquito; e a parceria com a Petro-Victory em relação ao campo de Andorinha e ao bloco POT-T-281. Todos estão localizados na Bacia Potiguar, e a ideia é aproveitar as possíveis sinergias logísticas e operacionais.
Fonte: Brasil Energia



