Petrobras vai investir US$ 450 mi no monitoramento sísmico de Mero

De acordo com a companhia, operadora do consórcio de Libra, o projeto é inédito em águas profundas e o mais extenso de monitoramento sísmico mundial. A ideia é que esses dados possibilitem uma compreensão aprofundada do comportamento do reservatório do campo
14/04/2026

A Petrobras e os parceiros do consórcio de Libra investirão cerca de US$ 450 milhões em uma infraestrutura submarina, composta por uma rede de sensores e instrumentos ópticos, para monitorar o comportamento do reservatório do campo de Mero, localizado no pré-sal da Bacia de Santos. De acordo com a companhia, o projeto é inédito em águas profundas e o mais extenso de monitoramento sísmico mundial.

A ideia é que esses dados possibilitem uma compreensão aprofundada do comportamento do reservatório e sua dinâmica ao longo do tempo. “Isso permitirá um melhor gerenciamento, garantindo a máxima recuperação de petróleo dos reservatórios”, afirmou a Petrobras em comunicado divulgado nesta terça-feira (14). 

A primeira fase do projeto, com a instalação de mais de 460 km de cabos com sensores ópticos, cobrindo uma área de 222 km², foi concluída em março deste ano. O sistema será responsável pelo monitoramento das atividades de produção de petróleo e gás nos FPSOs Guanabara (Mero 1) e Sepetiba (Mero 2). Os primeiros dados serão coletados no segundo trimestre de 2026.

A segunda fase também está em andamento, com a construção de mais 316 km de cabos sismográficos, que cobrirão outras 140 km² das áreas de produção dos FPSOs Duque de Caxias (Mero 3) e Alexandre de Gusmão (Mero 4). Essa etapa será concluída no ano que vem.

Por enquanto, computadores a bordo das plataformas receberão os dados coletados do subsolo marinho. Futuramente, os dados serão enviados, por meio de fibra óptica, para a sede da companhia.

Além disso, a Petrobras usará, em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), inteligência artificial (IA) para capturar informações continuamente do sistema PRM (sigla em inglês para Sistema de Monitoramento de Reservatórios Permanente) na área de Mero. 

Campo de Mero

O campo unitizado de Mero está localizado no bloco de Libra, pertencente ao consórcio de mesmo nome, e é operado pela Petrobras (38,6%), em parceria com a Shell (19,3%), TotalEnergies (19,3%), CNPC (9,65%), CNOOC (9,65%) e a PPSA (3,5%), como representante da União na área não contratada.

Fonte: Brasil Energia

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