Ministro defende recompra de refinarias para segurança energética

Segundo Alexandre Silveira, o governo foi procurado diversas vezes pelo Grupo Mubadala, dono da refinaria de Mataripe, para a recompra da empresa que foi vendida pela Petrobras, mas observou que essa é uma decisão comercial que precisa partir da estatal
08/04/2026

A recompra de refinarias que foram vendidas pela Petrobras é um dos caminhos para a segurança energética, disse o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, durante conversa com jornalistas no primeiro dia do Fórum Brasileiro de Líderes em Energia, realizado nesta quarta-feira (8) no Rio de Janeiro. No entanto, segundo o ministro, essa é uma decisão que precisa partir da Petrobras.

“Nós fomos procurados diversas vezes pelo Grupo Mubadala [que comprou a antiga Rlam, atual Refinaria de Mataripe, em 2021, localizada na Bahia] para comprar a refinaria. Mas isso depende de uma negociação comercial. Nós não podemos dizer ‘compre’ para a Petrobras. Ela tem que comprar, se o preço for interessante para ela. E ela está discutindo isso, naturalmente, dentro de sua governança”, disse. 

Segundo Silveira, a recompra de refinarias é um dos caminhos, mas não o único. “A Petrobras tem estudado isso há cerca de dois anos e meio, mas não é o governo que decide. A Petrobras é uma empresa listada na bolsa de Nova Iorque, ela tem seus acionistas e eles precisam ser respeitados. E nós respeitamos a governança dela”, afirmou o ministro. 

Em sua apresentação, Silveira disse que a guerra entre EUA-Israel e Irã fará com que o mundo passe por uma reorganização estratégica. “Países plurais como o nosso voltarão a pensar numa estratégia de autossuficiência, como nos mercados de GLP, diesel e gasolina. Nós queremos fazer, por exemplo, o E32 [mistura de 32% de etanol anidro à gasolina comum] ainda neste semestre”, afirmou.

Com essas medidas, continua o ministro, o Brasil sairá na frente dos outros países do mundo. “E o Brasil é um dos países que menos sofre com os impactos da guerra, porque investiu em outras fontes de energia, como o etanol, o biodiesel… Não sabemos quanto tempo esse conflito vai durar, mas estamos tomando todas as medidas que julgamos necessárias”, completou. 

Silveira também afirmou que acha “absurda” a privatização da Vibra Energia e que, num momento adequado, o país pode voltar à distribuição de combustíveis. Neste âmbito, o ministro disse que vê com bons olhos as empresas mistas.

Fonte: Brasil Energia

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