As áreas Urubu-Rei e Urubu-Rei Leste, operadas pela Vultur Oil na Bacia do Recôncavo, e a área Gaviãozinho, operada pela Eneva na Bacia do Parnaíba, tiveram os seus sumários executivos divulgados pela agência reguladora
24/03/2026
A ANP divulgou, na sexta-feira (23), os sumários executivos de três novas áreas de desenvolvimento: Urubu-Rei e Urubu-Rei Leste, oriundos dos blocos REC-T-107 e REC-T-108, localizados na Bacia do Recôncavo e operados pela Vultur Oil, e Gaviãozinho, oriundo do bloco PN-T-102A, localizado na Bacia do Parnaíba e operado pela Eneva. As três áreas são do onshore.
O objetivo do Plano de Avaliação de Descoberta (PAD) Urubu-Rei era avaliar indícios de óleo e gás detectados nos reservatórios arenosos das Formações Sergi (objetivo principal) e Água Grande (objetivo secundário). De acordo com o sumário executivo, o óleo é o fluido principal das áreas, que possuem 6,239 km² (Urubu-Rei) e 10,454 km² (Urubu-Rei Leste).
De acordo com a ANP, haverá devolução parcial do bloco REC-T-107 de forma que apenas parte da área retida do PAD Urubu-Rei seguirá para a etapa de Desenvolvimento e Produção. Os blocos REC-T-107 e REC-T-108 foram adquiridos nas rodadas 11 e 13 da ANP, respectivamente, pela Vultur Oil, com 100% de participação, sendo os únicos ativos da companhia no país.


Fonte: ANP
Já o PAD que originou a área de desenvolvimento de Gaviãozinho teve como objetivo principal avaliar a extensão dos reservatórios arenosos portadores de gás da Formação Cabeças. Os dados dos poços 1-ENV-42-MA e 1-ENV-44-MA perfurados confirmaram a existência de gás natural nas estruturas mapeadas pela geologia e geofísica, com base nos dados sísmicos.
A área de desenvolvimento de Gaviãozinho trata-se de uma declaração de comercialidade parcial. Parte do bloco PN-T-102A não compõe a área declarada comercial. “Ressalta-se que o PAD originalmente era composto também por área do bloco PN-T-103 para a qual não foi declarada comercialidade e foi integralmente devolvida à União”, informou a ANP.
O gás é o fluido principal da área, que possui 2059,891 km². O bloco PN-T-102A foi arrematado pela Eneva com 100% de participação no 1º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão (OPC), realizada em 2019.
Esse bloco já deu origem a dois campos: Gavião Belo e Gavião Mateiro, em 2021 e 2022, nesta ordem, ambos em desenvolvimento. Ao todo, a Eneva possui um portfólio de 22 blocos exploratórios, duas áreas de acumulação marginal e 14 campos de gás, sendo oito em produção e seis em desenvolvimento, localizados nas Bacias do Parnaíba, Paraná, Amazonas e Solimões.


Fonte: ANP
Declaração de Comercialidade
A avaliação de uma descoberta ocorre por meio de um PAD, que precisa ser aprovado pela ANP. Após essa aprovação, o concessionário ou contratado pode decidir unilateralmente se há viabilidade econômica da produção da acumulação avaliada e apresentar à ANP uma Declaração de Comercialidade. Em seguida, acontece a criação de um campo de petróleo ou gás.
A Declaração de Comercialidade só terá efetividade após a aprovação do Relatório Final de Avaliação de Descoberta (RFAD) pela ANP. Nesse documento, o concessionário ou contratado deve demonstrar que a área do PAD foi efetivamente avaliada, para embasar a Declaração de Comercialidade.
Fonte: Brasil Energia



