19/03/2026
Em meio ao avanço da conectividade aérea e ao reforço das estratégias de promoção internacional, o Brasil inicia 2026 com sinais de crescimento consistente na chegada de visitantes estrangeiros. O desempenho reflete a diversificação dos mercados emissores e o fortalecimento da imagem do país no exterior. Nos dois primeiros meses do ano, o país ultrapassou a marca de 2,6 milhões de turistas internacionais, segundo dados da Embratur (Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo), do MTur (Ministério do Turismo) e da Polícia Federal.
Apenas em fevereiro, o país recebeu 1,2 milhão de visitantes estrangeiros, consolidando o segundo melhor desempenho já registrado tanto para o mês quanto para o bimestre. O resultado coloca o início do ano entre os períodos de maior fluxo internacional da série histórica, refletindo o avanço da demanda por destinos brasileiros em diferentes mercados.
No recorte por países emissores, o crescimento foi puxado principalmente por mercados europeus e sul-americanos. Portugal liderou a alta entre os europeus, com aumento de 29,7% no envio de turistas ao Brasil em relação ao mesmo período de 2025. Na sequência aparecem Alemanha (+17%), Reino Unido (+14,5%) e França (+8,6%). Na América do Sul, o destaque ficou para a Colômbia, com crescimento de 37%, enquanto o Chile registrou alta de 11,3%.
O desempenho em diferentes regiões contribui para ampliar a diversidade de origens dos visitantes e reduzir a dependência de mercados específicos. A Argentina segue como principal emissor de turistas para o Brasil, com crescimento de 28% nas chegadas por via aérea. Por outro lado, a retração no fluxo terrestre impactou o volume total: houve queda de 17,8% em fevereiro, passando de 662.694 visitantes em 2025 para 544.692 em 2026.
Outros dados
Além da Argentina, completam o ranking dos principais emissores do mês Chile, Paraguai, Estados Unidos e Uruguai. No acumulado do bimestre, o volume de chegadas internacionais é 52,9% superior ao registrado no mesmo período de 2024, quando o país recebeu 1,7 milhão de turistas. O desempenho, no entanto, ainda fica 4,3% abaixo do recorde observado em 2025.
“Os números mostram que estamos consolidando a posição do Brasil no turismo internacional, nos mesmos patamares elevados do ano passado, com o fato positivo de haver uma maior distribuição entre os países emissores, o que reduz a nossa exposição a crises regionais. Isso aumenta nossa resiliência e mostra nossa competitividade em mercados importantes da Europa, da Ásia e da América do Sul”, afirma Marcelo Freixo, presidente da Embratur.
“O aumento expressivo nestes mercados mostra como estão funcionando as nossas estratégias de promoção internacional, executadas em parceria com os estados e o setor privado, que entregam diversificação de experiências com muita brasilidade”, completa.
Fonte: Hotelier News


