Petrobras defende cautela na implementação do Gas Release

De acordo o gerente executivo de Gás e Energia da estatal, Álvaro Tupiassu, na experiência internacional, o Gas Release foi usado para forçar a abertura do mercado. “O TCC do Gás já representou, no nosso entendimento, o primeiro ‘gas release’”, disse
10/03/2026

Talvez não seja preciso colocar o Gas Release “na rua” agora, disse o gerente executivo de Gás e Energia da Petrobras, Álvaro Tupiassu, durante o 1º Workshop do Programa de Redução da Concentração no Mercado de Gás Natural (Gas Release), realizado nesta terça-feira (10) na sede da FGV, no Rio de Janeiro (RJ). De acordo com o executivo, na experiência internacional, o gas release foi usado para forçar a abertura do mercado, quando o agente dominante não queria que isso acontecesse. 

“O TCC [Termo de Cessação de Conduta] do Gás já representou, no nosso entendimento, o primeiro ‘gas release’. E existem outras medidas além do Gas Release previstas na Lei do Gás, como evitar que os produtores comprem gás entre si, acesso às infraestruturas, etc. O que deveria sair dessa discussão é uma sistemática de monitoramento que, talvez, não seja preciso colocar na rua agora, tendo em vista a desconcentração atual do mercado. Não existe uma clareza de que fazer o Gas Release gere liquidez”, afirmou Tupiassu no evento. 

Assim como Renata Baruzzi, diretora de Engenharia, Tecnologia e Inovação da Petrobras, o gerente da estatal defendeu que o aumento da oferta física de gás, além do monitoramento contínuo, são dois dos fatores essenciais que podem diminuir o preço do gás. “A desconcentração do mercado é algo que já aconteceu”, ressaltou Álvaro em sua apresentação. 

Na visão de Sylvie D’Apote, diretora-executiva de Gás Natural do IBP, o gas release não é uma solução que vai gerar um efeito imediato. “Os efeitos serão gerados por um conjunto de soluções. O Gas Release precisa de um acompanhamento constante, algo que a ANP vai fazer, e deve ser transitório, além de ser alinhado com outros instrumentos de promoção da concorrência”, disse D’Apote.

Fonte: Brasil Energia

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