O movimento ocorre devido a uma disparada dos preços do combustível fóssil do exterior, com a escalada de conflitos no Oriente Médio
05/03/2026
A Petrobras (PETR3;PETR4) está vendendo seu diesel a distribuidoras com preços cerca de 30% abaixo da referência internacional, configurando a maior defasagem desde 2022, apontou relatório do Goldman Sachs enviado a clientes nesta quinta-feira.
O movimento ocorre devido a uma disparada dos preços do combustível fóssil do exterior, com a escalada de conflitos no Oriente Médio, ressaltou o Goldman.
Os preços do Brent e do diesel internacional aumentaram em 16% e 33%, respectivamente, desde a última sexta-feira, segundo dados do banco, publicados pela manhã.
Nesta quinta-feira, o Brent subia cerca de 5% por volta de 16h (horário de Brasília), enquanto o petróleo nos Estados Unidos (WTI) subia 8%, devido ao agravamento dos conflitos no Oriente Médio.
A Petrobras historicamente evita repassar imediatamente a volatilidade global aos preços locais, segundo reiterou a presidente da petroleira à Reuters, no início da semana. Na ocasião, outras fontes da companhia também disseram à Reuters que a petroleira monitorava de perto os desdobramentos do conflito e previa uma semana de observação no mercado de petróleo antes de uma eventual decisão sobre reajuste.
A última vez que a Petrobras mexeu no preço do diesel foi em 6 de maio de 2025, quando ela reduziu o valor médio do combustível vendido a distribuidoras em 4,7%, para R$3,27 por litro, concluindo uma sequência de cortes diante de um recuo dos preços do petróleo no mercado internacional naquela oportunidade. O último aumento do produto pela estatal foi em fevereiro do ano passado.
O diesel importado responde por cerca de 25% da oferta do combustível no Brasil, com a parcela restante sendo produzida por refinarias locais, principalmente a Petrobras, lembrou o Goldman.
Um cenário sem reajuste, acrescentou o banco, poderia desincentivar distribuidores e importadores independentes a importar o combustível, reduzindo a disponibilidade do produto no país.
Fonte: Info Money



