“A necessidade de cuidar da família e desempenhar tarefas domésticas é uma das principais razões que mantêm muitas mulheres brasileiras fora da força de trabalho”, afirma o estudo
12/02/2026
Análise do Fundo divulgada nesta quarta-feira (11) apontou que o programa social não teve impacto na taxa de participação feminina na força de trabalho. A única exceção é para mulheres com crianças até seis anos, em que a presença no mercado das que recebem Bolsa Família é menor que a das que têm filhos pequenos, mas não recebem o auxílio do governo.
“A necessidade de cuidar da família e desempenhar tarefas domésticas é uma das principais razões que mantêm muitas mulheres brasileiras fora da força de trabalho”, afirma o estudo baseado em dados da Pnad Contínua, do IBGE.
Estimativa do FMI divulgada em 2025 afirmou que o crescimento anual do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro poderia ser 0,5 ponto percentual maior até 2033 se a diferença nas taxas de participação na força de trabalho de homens e mulheres fosse reduzida pela metade no período: de 20 para 10 pontos percentuais.
Segundo o organismo, apesar de a taxa de desemprego no Brasil estar no menor nível histórico (fechou 2025 em 5,6%), as mulheres “ficaram para trás de forma significativa”, enquanto os homens retomaram a participação que tinham antes da pandemia.
“Conseguir inserir mais pessoas no mercado de trabalho é especialmente importante porque, no Brasil, assim como em muitos outros países, a previsão é que o envelhecimento da população afete o crescimento”, alerta o Fundo.
Fonte: Valor Econômico



