Formada por quatro frentes parlamentares, a coalizão irá acompanhar a regulamentação da Lei do Combustível do Futuro
05/02/2026
Foi lançada nesta quarta-feira (04), na Câmara dos Deputados, a Coalizão pelos Biocombustíveis, iniciativa que reúne lideranças políticas, entidades representativas e instituições ligadas aos setores energético e agroindustrial, tendo entre seus objetivos acompanhar a regulamentação da Lei do Combustível do Futuro.
A coalizão é formada por quatro frentes parlamentares: Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), Frente Parlamentar do Biodiesel (FPBio), Frente Parlamentar do Etanol (FPEtanol) e Frente Parlamentar Mista da Economia Verde. De acordo com a coalizão, a união dessas frentes amplia o protagonismo do Congresso Nacional na construção de políticas para o setor.
O deputado federal Arnaldo Jardim, presidente da Comissão de Transição Energética da Câmara, assumiu oficialmente a coordenação-geral da coalizão. O Conselho Deliberativo será formado pelos deputados Alceu Moreira, presidente da FPBio, Zé Vitor, presidente da FPEtanol, e Pedro Lupion, presidente da FPA.
A coalizão pretende atuar junto ao Executivo e ao Legislativo na formulação de propostas, metas e instrumentos que acelerem a transição energética brasileira, com foco em inovação, sustentabilidade e competitividade internacional.
A coalizão tem como propósito fortalecer o reconhecimento dos biocombustíveis como política de Estado, integrando energia, indústria, agropecuária e meio ambiente. Entre os pontos que defende estão o estímulo à produção nacional, a valorização da economia circular, o uso de resíduos na geração de energia limpa e a adoção de critérios técnicos como a Avaliação do Ciclo de Vida (ACV), que mede o impacto ambiental completo dos combustíveis.
A iniciativa também apoia o planejamento estruturado da substituição gradual dos combustíveis fósseis, com metas claras e mecanismos de financiamento, incluindo a criação de um Fundo Nacional para a Transição Energética. “A iniciativa tem suma importância como instrumento estratégico para o futuro do país porque ela nasce para dar unidade e força a esse debate, com responsabilidade e visão de longo prazo”, disse Jerônimo Goergen, presidente da Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (Aprobio).
Fonte: Brasil Energia



