ONS volta a recorrer a plano emergencial por excesso de energia

Operador acionou novamente mecanismo de corte na distribuição após redução da demanda coincidir com oferta elevada
24/08/2026

O SIN (Sistema Interligado Nacional) voltou a enfrentar no domingo (23) uma situação em que a oferta de energia superou o espaço disponível para acomodá-la diante de uma demanda insuficiente.

Para preservar o equilíbrio da operação, o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) recorreu novamente ao Plano de Gestão de Excedentes de Energia na Rede de Distribuição, mecanismo emergencial utilizado pela segunda vez neste ano.

A primeira operação ocorreu em 7 de junho, quando também foi necessário recorrer ao plano para reduzir a geração conectada às redes de distribuição.

O acionamento ocorreu após o operador já ter adotado medidas para reduzir a geração das usinas sob seu controle. Como essas ações não foram suficientes para compatibilizar produção e carga, foi necessário avançar para restrições sobre fontes conectadas às redes das distribuidoras, que não são diretamente controladas pelo ONS.

Carga baixa

O episódio ocorreu mais uma vez em um domingo, período em que o consumo de eletricidade tende a ser menor. Ao mesmo tempo, a produção da micro e minigeração distribuída permanece relevante durante o dia, agravando o descompasso entre a energia disponível e a demanda a ser atendida pelo sistema.

O ONS já havia alertado previamente os agentes de distribuição para que se preparassem para executar as reduções de geração dos ativos sob sua responsabilidade.

Paralelamente, o operador também implementou medidas complementares de redução da produção das fontes que consegue despachar diretamente no SIN.

Mecanismo

O Plano de Gestão de Excedentes funciona como uma etapa posterior às intervenções sobre a geração centralizada.  A lógica é reduzir primeiro os recursos que estão sob comando operacional do ONS e, persistindo o excesso, determinar cortes na produção conectada às redes de distribuição para restabelecer a compatibilidade entre geração e consumo.

O plano, aprovado pela ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) em 2025, foi concebido justamente para situações em que as alternativas operativas anteriores já não bastam para absorver o excedente de energia.

Sua execução, no caso das fontes distribuídas, depende da atuação coordenada entre o ONS e as distribuidoras responsáveis pelos ativos atingidos pelas restrições.

Fonte: Canal Solar

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