Junto da companhia britânica, a XRG e a UCC Holding assinaram acordos, que ainda estão sujeitos a certas aprovações, para explorar e produzir este ativo
14/08/2026
A bp, a XRG (subsidiária da Adnoc) e a UCC Holding assinaram acordos com o governo da Venezuela para uma licença de exploração e produção relacionadas à Fase 2 do campo de Loran, localizado na Plataforma Deltana, informaram as empresas na quinta-feira (13).
A companhia britânica será a operadora e todas terão participações iguais no empreendimento. A Fase 2 de Loran contém cerca de 4 trilhões de pés cúbicos de recursos de gás recuperáveis.
A participação das companhias está sujeita aos acordos definitivos de licença e desenvolvimento, aprovações governamentais e regulatórias aplicáveis, além de todas as sanções internacionais relevantes e requisitos de conformidade.
Segundo a UCC, o consórcio focará no trabalho técnico e comercial necessário para definir o conceito final de desenvolvimento do campo, incluindo avaliação subterrânea, engenharia de instalações e possíveis rotas de monetização de gás.
A licença segue o memorando de entendimento (MoU) assinado pela bp e pelo Governo da Venezuela em abril de 2026, que firmou uma cooperação em exploração e oportunidades de desenvolvimento futuro na área da Plataforma Deltana, incluindo o campo offshore de gás de Loran.
No mesmo evento que assinou acordo para Loran, a bp firmou um MoU com o governo venezuelano para o Bloco Carúpano Leste, na sub-bacia do Caracolito da área marítima do Mariscal Sucre. O negócio estabelece uma estrutura para avaliar oportunidades de exploração e avançar nas discussões sobre o possível desenvolvimento.
Empresas se movimentam para um retorno definitivo à Venezuela
A bp não é a única a fechar acordos para garantir participações ou aumentar produção em ativos. Neste mês, a ONGC e a New Stratus Energy (NSE) afirmam que vão fechar acordos para adquirir ativos na Venezuela em breve.
A Repsol assinou, em junho, MoUs junto da PDVSA e o Ministério dos Hidrocarbonetos da Venezuela para avaliar o potencial de desenvolvimento de uma nova área chamada Horcón, localizada a sudeste do Lago Maracaibo.
Em abril, outro acordo assinado com o Ministério dos Hidrocarbonetos e a PDVSA permitiu o aumento da produção do campo Petroquiriquire – PDVSA detém 60% de participação e a Repsol 40%.
Também em março, a Repsol e a Eni assinaram um acordo com as autoridades venezuelanas para garantir a continuidade da produção de gás natural ao longo de 2026 no ativo Cardón IV (as duas detém 50% cada uma) e para reforçar a estabilidade de longo prazo das operações.
A Petrobras também estuda uma possível aquisição de ativos na Venezuela. Em maio, a presidente da estatal, Magda Chambriard, disse estar avaliando as condições de negócio e a nova legislação do país vizinho.
Já a Chevron assinou em abril dois acordos com a PDVSA. O primeiro acordo é referente ao aumento de participação da Chevron na Petroindependencia, indo de 35,79% para 49%. Já no segundo acordo, a subsidiária em que a Chevron detém 30% de participação, a Petropiar, recebeu aval para o desenvolvimento da área Ayacucho 8.
A ExxonMobil também está de olho em voltar ao país. Em março, o vice-presidente sênior, Jack Williams, afirmou que uma equipe iria posteriormente à região para começar a trabalhar na área.
Fonte: Brasil Energia




