IBP e Abespetro destacaram importância do anúncio para fortalecimento da segurança energética e da indústria fornecedora de bens e serviços. Governo do Amapá e ex-dirigente da ANP previram que nova fronteira pode produzir em poucos anos, repondo reservas com desenvolvimento da região
14/08/2026
O Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), que representa as empresas operadoras de petróleo gás do país, viu como extremamente importante a confirmação da presença de hidrocarbonetos no poço exploratório na Bacia da Foz do Amazonas.
“A notícia divulgada pela Petrobras na data de hoje (14) é significativa não apenas pela identificação da presença de petróleo, mas por indicar a possibilidade de exploração e produção em uma nova fronteira no extremo norte do país. O achado confirma que o Brasil possui perspectivas muito positivas para a produção de petróleo e gás natural em outras regiões, reforçando a segurança energética nacional no médio e longo prazo”, afirmou a entidade.
No mesmo sentido, a Associação Brasileira das Empresas de Bens e Serviços de Petróleo (Abespetro), congratulou a Petrobras e as empresas da cadeia produtiva que, trabalhando em conjunto, possibilitaram este importante anúncio.
“Ainda há muito a fazer. Mas esta novidade é um avanço para o Brasil manter sua segurança energética e manter suas taxas de desenvolvimento socioeconômico”, manifestou a associação.
No Amapá, estado onde a Petrobras perfurou o poço Morpho em águas profundas da sua costa, o governador Clécio Luís comemorou a descoberta, que chamou de momento histórico, diante da expectativa de comprovação de volumes comerciais para futura produção. “Somente a Petrobras seria capaz de executar uma empreitada dessa e em pouco tempo fazer essa campanha de pesquisa, e em menos de seis meses ter essa comprovação da existência do petróleo”, afirmou Clécio Luís em entrevista à imprensa do estado.
“A primeira grande vitória foi trazer a Petrobras para o Amapá. A segunda foi trazer a base da Petrobras, que estava em Belém, para o Oiapoque. Depois conseguimos o licenciamento antes da COP e, agora, estamos vivendo a implantação da Petrobras, da Transpetro, da Constellation, da CBO e de várias outras empresas que estão se instalando no estado”, celebrou o governador.
Para o ex-diretor-geral da ANP, David Zylbersztajn, a notícia é muito auspiciosa, porque pela experiência que a Petrobras já tem e principalmente pelo que se conhece dos nossos vizinhos da Margem Equatorial, como a Guiana, é possível se esperar que dentro de cinco anos já se tenha uma boa produção na região”, previu o executivo.
Atual presidente do Conselho de Administração do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom), Zylbersztajn afirmou que será muito bom para o Brasil ter uma nova fronteira de exploração de petróleo e gás natural, pois o país precisa renovar suas reservas.
Fonte: Brasil Energia




