Análise da Wood Mackenzie demonstra que o país pode chegar nesse patamar se todos os projetos com planos forem iniciados. Também dá destaque para iniciativas na Namíbia, Nigéria e Angola
12/08/2026
Moçambique pode se tornar um dos cinco maiores países produtores de GNL, caso todos os projetos que estão com planos de serem iniciados, estimou a Wood Mackenzie em análise divulgada na terça-feira (11).
Se todos os projetos iniciarem as atividades, pode chegar a 75 mil toneladas por ano de capacidade de GNL na década de 2040.
Dos projetos destacados pela companhia há a decisão final de investimento (FID) que a Eni tomou para o FLNG Coral Norte no final de 2025; reinício do projeto onshore Mozambique LNG da TotalEnergies no início de 2026; e o avanço na Fase 1 do Romuva LNG, projeto que a ExxonMobil espera chegar ao FID ainda este ano.
A análise da Wood Mackenzie não só destacou este país, mas Namíbia, Nigéria e Angola. No primeiro, a consultoria ressaltou-o como um “hotspot exploratório após diversas descobertas na Bacia de Orange desde 2022”.
A questão central na Namíbia é como mudar o sucesso na exploração para o desenvolvimento. O projeto em vista é o de Venus, no bloco 2913B (PEL 56) e operado pela TotalEnergies, que, na visão da companhia, está pronto para investimentos, mas está no aguardo de aprovações governamentais.
“Deveria ser transformado para a economia da Namíbia e é também um projeto de águas profundas de última geração com reservatórios de baixa permeabilidade e águas ultraprofundas”, explicou o diretor de Pesquisa Upstream, Ian Thom.
Já na Nigéria, a consultoria enxerga que o país está passando uma “reviravolta significativa” devido a quatro principais fatores. O primeiro é a criação de um novo regulador, seguido de termos fiscais aprimorados, segurança onshore melhorada e transferência de ativos para empresas motivadas.
Segundo a Wood Mackenzie, o ponto de virada foi em 2024, com o investimento da Shell em Bonga North, e, recentemente, a ExxonMobil chegou ao FID do projeto Hussein. A consultoria também espera mais projetos de FPSOs e tiebacks, à medida que as majors avaliam as oportunidades.
Em Angola a Wood Mackenzie vê um movimento parecido com a Nigéria, em que o país se beneficia de um regulador focado no crescimento e aprimoramento dos termos fiscais.
A Azule Energy, uma das operadoras no país, anunciou o FID do projeto Greater PAJ (blocos 31 e 31/21) em junho deste ano. É um projeto de US$ 5 bilhões com capacidade de 95 mil bpd.
Também atua no país a TotalEnergies, que está ptóximo de completar o projeto do FPSO de Kaminho, que tem previsão de iniciar em 2028 e terá capacidade de 70 mil bpd.
“As reviravoltas na Nigéria e Angola mostram como reformas fiscais e regulatórias podem revitalizar as regiões centrais maduras da África Ocidental”, disse Thom.
Fonte: Brasil Energia




