Aneel homologa resultado da 2ª etapa do leilão de transmissão, com R$ 1,8 bi em investimentos

11/08/2026

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira, 11 de agosto, a homologação do resultado e adjudicação da segunda etapa do leilão de transmissão nº 1/2026,  referente aos lotes de 7 a 10, com investimentos estimados em R$ 1,8 bilhão, 61 quilômetros de linhas de transmissão e 2.400 MVA em capacidade de transformação. 

O certame, realizado em 3 de julho de 2026, em São Paulo, terminou com a vitória da Axia Energia Sul em três dos quatro lotes licitados. O lote 7, de maior porte entre os ofertados nesta fase, ficou com o Consórcio Olympus XX, da Alupar.

Lotes licitados

O lote 7, em São Paulo, reúne as linhas subterrâneas 345 kV Norte-São Miguel, circuitos 1 e 2, as linhas subterrâneas 345 kV  São Miguel-Ramon, também em dois circuitos, e a subestação 345/88 kV São Miguel.

O lote 8, em Mato Grosso do Sul, é composto pela subestação 230/138 kV Iguatemi 2 e por trechos de linha em 230 kV entre a nova subestação e a LT Guaíra-Dourados C1.

O lote 9, em São Paulo, prevê a subestação 230/88 kV Dom Pedro I, trechos de LT 230 kV entre a nova subestação e a LT São José dos Campos-Mogi das Cruzes, além de trechos de linhas de 88 kV entre a SE Dom Pedro I e as LTs Mairiporã-Jaguari C1 e C2.

O lote 10, em Mato Grosso, inclui a subestação 500/138 kV Cuiabá Norte e trechos de LT 500 kV entre a nova subestação e a LT Jauru-Cuiabá C2.

Leilão foi dividido por causa da MEZ

O leilão nº 1/2026 foi estruturado em duas sessões públicas no próprio edital. A primeira ficou marcada para 27 de março, com os lotes 1 a 5, já a segunda ficou para data posterior.

Na prática, a divisão ocorreu por causa dos lotes 7 a 10, ligados a ativos da MEZ. A segunda sessão só foi convocada depois do Acórdão nº 1.360/2026 do TCU, que permitiu à comissão permanente de leilões marcar a disputa para esta sexta-feira, 3 de julho. O comunicado com a nova sessão foi publicado em 1º de junho.

Antes disso, a avaliação da Aneel era de que esses lotes não poderiam ser licitados junto com os demais sem a definição do TCU sobre o acordo relacionado aos ativos da MEZ, porque as instalações ainda permaneciam formalmente vinculadas às concessionárias originais. Por isso, a primeira sessão ficou restrita aos lotes 1 a 5, enquanto a segunda ficou condicionada à evolução desse processo.

Fonte: MegaWhat

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