Petrolífera independente lucrou US$ 413,32 milhões no 2T26, contra US$ 153,7 milhões no 2T25; a produção média do período atingiu a marca recorde de 172 mil barris por dia, alta anual de 72% na comparação anual, e o lifting cost caiu 36%, de U$ 13,8 para U$ 8,9 por barril
04/08/2026
A Prio registrou lucro de US$ 413,3 milhões no 2º trimestre do ano (2T26), que representou aumento de 169% sobre o lucro obtido pela companhia no mesmo período do ano passado (2T25), de US$ 153,7 milhões, segundo informe de resultados divulgado pela companhia neste terça-feira.
O Ebitda, lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, atingiu um recorde de US$ 847,1 milhões de abril a junho deste ano, alta de 239% na comparação anual. A receita líquida foi de US$ 1,2 bilhão, aumento de 160% também na comparação do segundo trimestre do ano passado.
Outro destaque do trimestre foi a queda do lifting cost (custo de extração), que recuou para US$ 8,9 por barril, menos 536% na comparação anual, quando o custo era de US$ 13,8 por barril.
A produção média no segundo trimestre também foi recorde, alcançando 172 mil barris por dia. A produção de julho bateu a marca de 196,2 mil barris por dia.
Segundo a Prio, a melhora dos resultados refletiu a otimização das operações do campo de Peregrino, que a empresa assumiu a operação em novembro do ano passado, além da entrada em funcionamento dos quatro poços previstos no projeto de desenvolvimento de Wahoo, concluído em junho deste ano.
A empresa destacou que a conclusão do desenvolvimento de Wahoo foi o principal marco operacional do trimestre. Também avançaram o projeto de importação de gás em Peregrino e a perfuração de novos poços.
Em Wahoo, a produção evoluiu de 20 mil bpd, no início do trimestre, para 40 mil barris bpd em junho, após a conexão gradual dos quatro poços ao FPSO de Frade. Este foi o primeiro projeto de desenvolvimento executado integralmente pela própria companhia.
No trimestre, a Prio vendeu 15,3 milhões de barris, representando aumento de 87% em relação ao 2T25 e de 3% frente ao 1T26, refletindo a maior produção no período. O volume vendido foi distribuído entre o campo de Peregrino (6,4 milhões de barris), o cluster Valente (5,1 milhões de barris), o campo de Albacora Leste (2,4 milhões de barris) e o cluster Bravo (1,5 milhão de barris).
A empresa explicou que o preço médio realizado ponderado pelo volume (Brent de referência) foi de US$ 94,60/bbl, com preço equivalente FOB de US$ 87,69/bbl, resultando em um desconto consolidado de US$ 6,91/bbl, frente a US$ 8,15/bbl registrado no 1T26. A melhora no desconto equivalente FOB decorreu da combinação entre a estratégia comercial da companhia e a dinâmica dos diferenciais de preço observada no mercado internacional, em um período marcado por maior volatilidade geopolítica.
A Prio informou que parte do ganho, entretanto, foi impactada pelo imposto de exportação de petróleo, vigente durante o trimestre, que limitou a captura integral da valorização do Brent.
Fonte: Brasil Energia



