Petronas devolve bloco da Bacia de Campos

Companhia constatou que o resultado do poço perfurado no C-M-661 foi seco
05/08/2026

A Petronas devolveu à ANP o bloco C-M-661, localizado na Bacia de Campos, por não ter encontrado hidrocarbonetos na perfuração de um único poço no prospecto Mola. O bloco foi arrematado pela estatal da Malásia na 16ª Rodada de Concessões da ANP em 2019.

O poço 1-PPBL-1-RJS (Mola-1) foi perfurado pela Petronas em dezembro de 2023, com a sonda Valaris Renaissance (DS-15), da Valaris, mas não resultou na submissão de notificação de descoberta à ANP.

Em ofício enviado à agência no dia 16 de julho passado, a Petronas informou a perfuração do poço em cumprimento ao Programa Exploratório Mínimo (“PEM”) assumido e que o resultado “foi, desafortunadamente, seco”.

No Relatório de Descomissionamento de Instalações (RDI) da área, a Petronas informou que o poço testou o objetivo principal previamente definido, correspondente aos carbonatos do pré-sal da Formação Macabu, tendo sido constatada a presença de água no intervalo.

“O resultado negativo implicou em aumento significativo do risco exploratório dos prospectos mapeados na área do bloco, comprometendo a atratividade para a continuidade das atividades exploratórias”, relatou a empresa.

Ainda segundo o relatório, a Petronas informou que o Programa Exploratório Mínimo (PEM) foi parcialmente executado e que a ANP atestou o cumprimento de 1.187,14289 UTs (aproximadamente 99,59% do PEM), em função das atividades exploratórias realizadas, incluindo a aquisição de dados sísmicos multicliente previamente existentes e a perfuração do poço seco 1-PPBL-1-RJS (MOLA-1).

A empresa acrescentou que a agência definiu o saldo remanescente do PEM, estimado em cerca de 4,86 UTs (aproximadamente 0,41%) e que a empresa concordou e quitará o saldo após a conclusão da análise do processo de devolução do bloco pela ANP e a emissão da respectiva cobrança referente às UTs remanescentes.

A Petronas tem ativos no Brasil de exploração e produção. Na fase de exploração, é operadora (100%) do bloco C-M-715, e detém participação não operada nos blocos C-M-541 (20%) e Água Marinha (20%), na Bacia de Campos. 

Na produção, a companhia possui participação de 21% no campo de Sépia, na Bacia de Santos, sendo este contrato referente ao excedente da cessão onerosa. A companhia também detém participações não operadas de 50% no campo de Espadarte, na Bacia de Campos, e 50% no campo de Tartaruga Verde, também em Campos, que foram vendidos à Petrobras em abril deste ano, ainda sob análise da aprovação da ANP.

Fonte: Brasil Energia

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