Petrobras está a 500 metros do reservatório no poço Morpho

No evento Sergipe Oil & Gas 2026, a Diretora de Exploração e Produção da Petrobras, Sylvia Anjos, informou a perfuração do poço exploratório na Bacia da Foz do Amazonas, em águas profundas da Margem Equatorial, deve ser concluído em até duas semanas
30/07/2026

A Diretora de Exploração e Produção da Petrobras, Sylvia Anjos, informou nesta quarta-feira (29), em palestra no evento Sergipe Oil & Gas 2026, em Aracaju, que a perfuração do poço exploratório Morpho, no bloco FZA-M-59, iniciada em outubro do ano passado na Bacia da Foz do Amazonas, em águas profundas da Margem Equatorial, está a 500 metros do reservatório.

“Estamos hoje furando o poço lá no Amapá, conseguimos a licença. Estamos a 500 m do objetivo. Estamos furando com muita calma, com muito cuidado, visto que há zona de pressão anormal”, afirmou a diretora, citando o projeto exploratório offshore na costa do Amapá como estratégico para a reposição de reservas da companhia. A Petrobras já informou que o objetivo do reservatório situa-se por volta de 6 mil metros de profundidade.

Em entrevista à Brasil Energia após a apresentação, Sylvia Anjos explicou que após alcançar o reservatório, a perfuração contrinuará para ir além do reservatório, devendo ser concluída até a segunda semana de agosto. Ela confirmou que a após essa perfuração, a Petrobras aguardará as licenças ambientais do Ibama para perfuração de outros poços na mesma região. A compnhia tem pedido no Ibama para perfurar os poços contingentes, Manga, PAD Morpho e Crotalus. 

Segundo ela, é fundamental que a Petrobras tenha essas áreas para evitar que o Brasil volte a ser importador de petróleo a partir de 2030. Ela mostrou na sua apresentação o gráfico com a projeção da curva de produção das atuais reservas, afirmando que a exploração de novas fronteiras é essencial para garantir a autossuficência energética do país.  

Defensora do crescimento da produção de óleo gás do país, a executiva mostrou na sua apresentação que apesar da melhoria dos resultados operacionais da Petrobras divulgados na terça-feira (28), com o aumento recorde da produção no segundo trimestre do ano, o país ainda tem um consumo per capita de energia baixo.

“A gente defende que não temos que trocar, temos que adicionar energia. Temos uma riqueza em óleo, temos uma riqueza em hidro, temos uma riqueza em solar, em eólica e tudo isso tem que ser tratado em bem dessa população que precisa de energia. Então a gente não tem que estar disputando, a gente tem que estar adicionando. É essa visão que a Petrobras tem da transição energética como adição energética”, afirmou.

Fonte: Brasil Energia

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