Vaca Muerta compete com EUA em desempenho, mas custo desafia

Wood Mackenzie aponta que fortalecer a cadeia de suprimentos é importante para reduzir os custos de perfuração no play argentino, que hoje são 50% maiores que nos EUA
15/06/2026

Grande parte dos recursos de Vaca Muerta já alcançaram bons indicadores de desempenho em relação aos ativos dos EUA, mesmo no início do desenvolvimento, destacou a Wood Mackenzie. 

No entanto, em análise divulgada na quinta-feira (11), a consultoria mostra que os ativos em Vaca Muerta são 50% mais caros para perfurar e concluir que os dos EUA, seja por menor densidade de perfuração ou desafios técnicos. Em sua visão, fortalecer a cadeia de suprimentos é essencial para maximizar a produção e minimizar custos.

Esse insight é um dos seis elencados pela consultoria sobre como Vaca Muerta pode ser uma oportunidade para a economia argentina.

Um outro ponto está relacionado em como a região pode transformar o déficit atual do comércio energético da Argentina em um superávit. O atual gasoduto do projeto enquadrado no Regime de Incentivos para Grandes Investimentos (RIGI) agora ultrapassa US$ 100 bilhões, incluindo o novo oleoduto VMOS, desenvolvimentos de GNL e shale oil

Além disso, os cinco maiores produtores de Vaca Muerta são todos locais. A Chevron é a única empresa internacional (IOC) que se comprometeu com desenvolvimento do bloco El Trapial. Já a Continental, empresa dos EUA, também adquiriu participação não operada em blocos na região, mostrando interesse norte-americano no play argentino. 

Sobre a produção, a Wood Mackenzie prevê que os volumes aumentem para mais de 1,6 milhão boe/d até 2035. Também, algumas empresas impulsionarão a construção de infraestrutura: Southern Energy (Pan American Energy, YPF, Pampa Energia, Harbour Energy e Golar) investirá nas operações de evacuação de gás e exportação de GNL; assim como YPF, Eni e XRG para a Argentina LNG. 

O investimento combinado a montante aumentará de US$10 bilhões gastos em 2025 para uma média de US$15 a US$16 bilhões por ano após 2030.Mais US$ 5 bilhões por ano serão gastos em infraestrutura de exportação de GNL e gasodutos relacionados.

Fonte: Brasil Energia

OUTROS
artigos