08/06/2026
A Voltalia anunciou a assinatura de Contrato de Uso do Sistema de Transmissão (Cust) com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) para assegurar a conexão de 322 MW ao Complexo Industrial e Portuário de Pecém, no Ceará.
A empresa informou que está em “discussões avançadas com diversos operadores de data centers”, e que planeja desenvolver projetos renováveis dedicados, sobretudo de energia eólica, para atender à demanda “crescente de eletricidade confiável e descarbonizada”.
Em nota, a Voltalia afirma que pretende se posicionar como um parceiro de referência para projetos de infraestruturas digitais de alto consumo energético, especialmente no setor de data centers.
“Situado no coração de um importante polo industrial e logístico, o complexo de Pecém oferece uma combinação única de disponibilidade de terrenos, infraestrutura sólida e acesso à rede elétrica, tornando-se uma localização estratégica para projetos digitais de grande porte”, avalia a empresa em comunicado.
Câmara discute a Companhia Siderúrgica do Pecém, após falência de empresa
A Comissão de Desenvolvimento Econômico e a Comissão de Integração Nacional e Desenvolvimento Regional da Câmara dos Deputados fazem audiência pública conjunta sobre a situação da construção da Companhia Siderúrgica do Pecém, em razão da autofalência da empresa responsável pela obra, a Posco Engenharia e Construção do Brasil, subsidiária da multinacional sul-coreana Posco Engineering & Construction Co. & Posco Holdings Inc.
O debate está marcado para esta terça-feira, 9 de junho, a partir das 9h30.
A reunião atende a requerimentos apresentados pelos deputados Luiz Gastão (PSD-CE) e Moses Rodrigues (União-CE).
Luiz Gastão explica que o contrato com a Posco ultrapassou US$ 5,5 bilhões. Apesar de o contrato ter sido integralmente pago, segundo o deputado, a empresa deixou um passivo que pode alcançar R$ 1 bilhão, com dívidas trabalhistas, tributárias e comerciais.
“Credores apontam que a empresa teria remetido recursos ao exterior, mantendo no Brasil apenas uma estrutura incapaz de honrar os compromissos assumidos. Há também indícios de subavaliação de dívidas tributárias, o que pode representar prejuízo significativo à arrecadação estadual e federal, com estimativas que superam R$ 200 milhões”, afirma Gastão.
Moses Rodrigues acrescenta que dezenas de empresas brasileiras foram prejudicadas pelo colapso da operação, algumas sendo levadas, inclusive, ao fechamento de suas atividades.
Segundo os parlamentares, por se tratar de um empreendimento realizado em Zona de Processamento de Exportação (ZPE) no Ceará, é necessário também esclarecer aspectos relacionados ao regime especial, aos benefícios fiscais concedidos e aos impactos sobre a arrecadação.
Fonte: WhatsApp




