O objetivo principal é que muitas delas sejam antecipadas, “porque deixar unidade parada, sem produzir, tem um custo”, explicou Carlos Castilho, gerente geral de Projetos de Descomissionamento da estatal
03/06/2026
A Petrobras estima descomissionar 19 Unidades Estacionárias de Produção (UEPs) entre este ano e 2030, segundo a apresentação feita por Carlos Castilho, gerente geral de Projetos de Descomissionamento da estatal, durante o 10º Workshop sobre Descomissionamento e Desmantelamento de Navios e Ativos Offshore, realizado pela Sociedade Brasileira de Engenharia Naval (Sobena) nesta quarta-feira (3), no Rio de Janeiro (RJ).
Das 19 UEPs, a maior parte são FPSOs/FSOs (8), seguido de plataformas fixas (7) e semissubmersíveis (4). “Para este ano, temos cinco plataformas: a P-35, que está aqui na Baía de Guanabara, fazendo limpeza de coral-sol para depois ser acostada; a P-19, que está com tudo certo para sair em dezembro; o FPSO Cidade de Niterói, que já saiu e está na fila do estaleiro M.A.R.S. (Modern American Recycling Services); a P-20, que deve ser retirada ainda neste ano e a P-37, que deve iniciar sua desancoragem em junho”, detalhou Castilho.
Ao todo, a Petrobras estima que cerca de US$ 2 bilhões serão investidos em descomissionamento somente neste ano. “É uma fatia importante e estratégica da empresa, e também do mercado internacional”, afirmou o gerente geral.
Para 2027, a expectativa é que três plataformas sejam descomissionadas: o FPSO Cidade de Santos, que vai para o exterior, a P-18 e a P-47 (que, assim como a P-35 e a P-37, serão reaproveitadas).
No ano seguinte, em 2028, está previsto o descomissionamento da P-09. E, em 2029 e 2030, cerca de 10 unidades serão desativadas:
- PAT-01 (Plataforma de Atum 1), PAT-02 (Plataforma de Atum 2) e o FPSO Pioneiro de Libra em 2029;
- PAG-01 (Plataforma de Agulha 1), PAG-03 (Plataforma de Agulha 3), Plataforma de Merluza 1, FPSO Cidade de Angra dos Reis, CIMA (unidade afretada), PEP-01 (Plataforma de Espada 1) e PBIQ-01 (Plataforma Fixa de Biquara 01) em 2030.
“Destaco que, em 2029 e 2030, vai começar a vir um sistema diferente de plataformas, que são as fixas. Temos um universo de 40 plataformas fixas no offshore do Nordeste, de um total de 57 plataformas Petrobras, e esse tipo de plataforma a gente não reaproveita, só recicla”, explicou Carlos.
O executivo também deu alguns detalhes do processo de descomissionamento das plataformas P-32 e P-33. No caso da P-32, a unidade está na fase final do desmantelamento no Estaleiro Rio Grande, operado pela Ecovix no Rio Grande do Sul, enquanto a P-33 deve chegar em julho no mesmo estaleiro.
“No geral, ressalto que a Petrobras quer muito antecipar [o processo de saída das] plataformas. Esse é o principal objetivo do nosso plano. Queremos que elas sejam recicladas ou reutilizadas assim que suas operações paralisarem, porque deixar uma plataforma parada, sem produzir, tem um custo, tem um gasto”, explicou Castilho.
Segundo o gerente geral, o Brasil possui a oportunidade de ser um exemplo para o mundo do processo de descomissionamento. “A gente tem a oportunidade de fazer isso de uma forma correta e sustentável, por conta da nossa legislação ambiental. Temos mão de obra, capacidade e engenharia para isso, o que falta é um ecossistema regulatório e jurídico favorável para que tenhamos essa indústria aqui”, finalizou.
Fonte: Brasil Energia



