Petrobras reduz preço médio do diesel de R$ 3,65 para R$ 3,30

Na sexta-feira (29), preço da Petrobras tinha defasagem de R$ 0,97 por litro, ou 26,7%, segundo cálculos da Stonex
01/06/2026

A Petrobras vai implementar a partir desta segunda-feira (1º) desconto de R$ 0,3515 por litro nos preços de venda de óleo diesel A, de uso rodoviário. A redução está inserida na subvenção econômica instituída pelo governo federal. Com isso, o preço médio de venda da para as distribuidoras passará de R$ 3,65 para R$ 3,30 por litro.

De forma similar ao que ocorreu com o anúncio da subvenção para a gasolina, na semana passada, o efeito para o consumidor final é nulo, dado que o desconto é em valor equivalente à reoneração do PIS e Cofins, que estava zerada para o diesel mas voltará a valer a partir de 1º de junho.

“Para o consumidor, teoricamente não terá nenhuma diferença imediata. O único reflexo é que aumenta o distanciamento da paridade de importação e o próprio preço [praticado pela] Petrobras no país”, diz Marcus D’Elia, sócio da Leggio Consultoria, especializada em petróleo e gás.

Nos cálculos da StoneX, a defasagem entre o preço da Petrobras e das importadoras era de R$ 0,97 por litro até sexta-feira, ou 26,7%. “Esse anúncio deve trazer mudanças para a defasagem”, diz o analista Bruno Cordeiro. Ele nota, no entanto, ser difícil saber qual será diferença final, dado que não se sabe quantos importadores irão aderir ao           programa do governo.

Na semana passada, o governo federal autorizou a concessão de nova subvenção econômica aos produtores e importadores de óleo diesel de uso rodoviário no país, no valor de R$ 1,12 por litro, com o objetivo de estabilizar preço e oferta, de modo a garantir o abastecimento de diesel.

Para Sergio Araújo, presidente da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), a medida não terá efeito uniforme no mercado, dado que o desconto vale apenas para os volumes comercializados pelas refinarias da Petrobras, enquanto 30% do diesel consumido no país são fornecidos por refinarias privadas ou importadores.

Araújo ressalta ainda que a nova subvenção encontra resistência entre os importadores: “Ainda não sei se irão aderir à subvenção. Os importadores estão muito inseguros, pois até hoje o governo, por meio da ANP [Agência Nacional do Petróleo], ainda não pagou a subvenção relativa ao primeiro período, em março”, afirmou. De acordo com ele, o atraso afeta significativamente o fluxo de caixa das empresas: “É muito dinheiro retido e sem previsão de pagamento”, disse.

Fonte: Valor Econômico

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