Equador anuncia extração de petróleo com fracking na Amazônia

Descoberta de novas reservas pela estatal Petroecuador, que aumentará a produção em mais 900 barris por dia, foi feita em parceria com a drilling chinesa CCDC no Bloco 57, localizado na província de Sucumbíos, fronteira com a Colômbia
05/05/2026

O uso da técnica de fraturamento hidráulico, o fracking, para extração de petróleo e gás, começou a ser utilizado pelo Equador para aumentar a produção do país, hoje de menos de 500 mil barris diários. No último dia 29/4, o Ministério do Ambiente e Energia do Equador anunciou a descoberta de um novo horizonte petrolífero nos ativos Shushufindi-Libertador, do Bloco 57, localizado na província de Sucumbíos, na fronteira com a Colômbia.

Segundo o Ministério, a descoberta é resultado da parceria da estatal Petroecuador e a drilling company chinesa CCDC, subsidiária da China National Petroleum Corporation (CNPC). O grupo chinês assinou contrato com a petrolífera equatoriana para recondicionamento de poços no ano passado.

O Ministério destacou que o evento é considerado um marco, pois representa a primeira vez na história do petróleo do país que um processo de fraturamento hidráulico foi realizado na camada de Calcário A, uma zona subterrânea onde tais operações não são tradicionalmente executadas.

“Essa ação permitiu que o novo poço, que está atualmente em plena etapa produtiva, registrasse uma produção de mais de 930 barris por dia, consolidando seu status como uma descoberta significativa dentro do contexto atual de otimização e expansão para outros campos de produção de hidrocarbonetos do país. Essa descoberta não apenas aumenta o volume de barris produzidos no país, mas também abre um novo horizonte para a exploração, demonstrando o potencial existente em áreas que permanecem estratégicas para o desenvolvimento energético do Equador”, informou o Ministério.

O Equador passa ser o terceiro país da região, além da Argentina e México, a recorrer à técnica do fracking para aumentar sua produção de óleo e gás, que consiste em fraturar rochas de xisto com grande quantidade de fluidos, como água, sob alta pressão para extrair hidrocarbonetos. O método é muito condenado pelos ambientalistas, mas tem sido o grande impulsionador da produção petrolífera nos Estados Unidos e na crescente região produtiva de Vaca Muerta, na Argentina.

O Equador também aposta na atividade para aumentar sua produção, que ano passado ficou em 441 mil barris diários. No início de abril, a Petroecuador anunciou que obteve aumento significativo na produção de petróleo na província de Sucumbíos. No ativo Shushufindi, o campo de Drago, que possui 70 poços perfurados, passou de uma produção de 2.854 barris de petróleo por dia em julho de 2025 para um pico de 5.954 barris por dia em fevereiro de 2026.

Segundo a estatal, o campo de Drago é o segundo maior produtor do ativo Shushufindi e possui um histórico de produção de 19 anos. Nele, a empresa estatal está implementando uma estratégia de otimização que inclui a reativação da atividade de perfuração, trabalhando em dois poços de produção direcionais: Drago Norte-41 e Drago Norte-33. Além disso, foram realizadas intervenções nos poços Drago Norte-22 e Drago Norte-32.

As ações foram complementadas pelo fracking, reativação de poços fechados, mudanças nas zonas de produção e uma campanha de perfilagem de poços para registros de saturação e pressão. Essas atividades, em conjunto, permitiram maximizar a produção do campo, dobrando seu rendimento, incorporando reservas adicionais e recuperando os volumes remanescentes.

De julho de 2025 até o momento, este campo alcançou uma produção acumulada de 421.000 barris de petróleo. A empresa destacou que esses números representam um marco na operação deste campo em desenvolvimento, consolidando uma clara virada em seu desempenho produtivo.

Fonte: Brasil Energia

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