A ANP divulgou nesta quinta-feira as estatísticas da balança comercial de petróleo no primeiro mês da guerra do Irã. As compras externas pelo Brasil cresceram 17% na comparação anual
30/04/2026
Mês de aprofundamento da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, março foi marcado no Brasil pelo aumento das importações de petróleo, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (30), pela agência reguladora ANP. O volume de petróleo importado cresceu em relação ao mês anterior e também em comparação a igual mês de 2025.
Foram trazidos do exterior 9 milhões de barris em março, contra 7,35 milhões de barris em fevereiro. Em março do ano passado, foram 7,67 milhões de barris. Isso representa um aumento das importações de petróleo de 22% na comparação com o mês anterior e de 17% no ano.
Ainda assim, no acumulado do ano, o cenário é de queda de 0,3%, porque, quando a guerra começou, pegou o Brasil numa fotografia positiva de independência de importação.
As oscilações do mercado internacional reverberaram também nos preços. A cotação média do barril importado foi de US$ 80 em março, um avanço expressivo frente aos US$ 67 de fevereiro deste ano. Em relação a março do ano passado (US$ 79), no entanto, a variação foi pequena.
Com isso, subiu o gasto com a importação de óleo no Brasil no mês passado, de US$ 492,5 milhões em fevereiro para US$ 720 milhões em março. Em igual mês de 2025, o dispêndio foi de US$ 603 milhões.
Já as exportações continuaram a subir durante a guerra e acumulam alta de 50% nos três primeiros meses do ano. Em março, foram vendidos ao exterior 72,4 milhões de barris, ante 41 milhões de barris registrados em igual mês de 2025 e 64,4 milhões de barris em fevereiro. A alta anual foi de 75% e a mensal, de 12%.
Com o petróleo em alta, por causa da guerra, cresceu também a receita com as exportações, que passaram de US$ 2,8 bilhões em março de 2025 para 4,8 bilhões em março de 2026, avanço de 71%. Comparado a fevereiro deste ano (US$ 3,75 bilhões), houve um crescimento de 27%.
Coordenador Técnico do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), Mahatma Ramos salienta que, em março, foi registrado também uma forte retração na importação de diesel, o que é explicado pela explosão dos preços depois dos conflitos no Oriente Médio.
No mês, foram importados 6,5 milhões de barris, frente a 8,7 milhões em fevereiro (queda de 33%) e 8,15 milhões de barris em março do ano passado (queda de 25%).
Fonte: Brasil Energia


