Companhia solicitou, ao instituto, a inclusão da sonda Amaralina Star, da Constellation, na licença de operação que autorizou a perfuração do poço Morpho no bloco FZA-M-59, na Bacia da Foz do Amazonas. Segundo a Petrobras, a medida visa garantir maior flexibilidade operacional na região
30/04/2026
A Petrobras solicitou, em carta enviada ao Ibama na quarta-feira (29), a inclusão do navio-sonda Amaralina Star, da Constellation, na licença de operação que autorizou a perfuração do poço Morpho no bloco FZA-M-59, situado na Bacia da Foz do Amazonas (Licença de Operação nº 1684, emitida em outubro de 2025). De acordo com a companhia, a medida visa garantir maior flexibilidade operacional na Margem Equatorial, otimizando a alocação de recursos para a campanha exploratória.
“Ressaltamos que essa unidade apresenta a mesma capacidade técnica e operacional da NS-42 [também conhecida como ODN-II, da Foresea], estando plenamente apta à atuação no bloco FZA-M-59. Recentemente a NS-43 [Amaralina Star] foi vistoriada pelo Ibama e aprovada para atuação na Bacia Potiguar”, afirma a Petrobras. Ainda segundo a companhia, o Plano de Emergência Individual (PEI) e o Plano de Proteção à Fauna (PPAF) permanecem os mesmos para ambas as unidades de perfuração.
O contrato da Amaralina Star com a Petrobras foi iniciado em março deste ano e possui duração de três anos, com opção de prorrogação por até 315 dias, sujeita a acordo mútuo. O acordo – avaliado em aproximadamente US$ 528 milhões, incluindo uma taxa de mobilização de US$ 38,6 milhões e serviços integrados adicionais – prevê que a sonda seja utilizada em toda a costa brasileira, incluindo áreas remotas de fronteiras exploratórias, como a Margem Equatorial e a Bacia de Pelotas.
O Amaralina Star é um navio-sonda de posicionamento dinâmico de 6ª geração, projetado para operar em lâminas d’água de até 3 mil m e de perfurar em profundidades de até 12,1 mil m. A unidade está equipada com MPD (Managed Pressure Drilling), tecnologia que amplia a segurança e a eficiência nas operações de perfuração.
Outros pedidos
No final de março deste ano, a Petrobras solicitou, ao Ibama, a anuência para a perfuração de três poços contingentes no bloco FZA-M-59, assim como o aval para as operações de abandono desses três poços e do poço Morpho e a autorização para a execução de testes de formação, condicionados aos resultados dos poços efetivamente perfurados. A ideia é iniciar a perfuração desses três poços contingentes – nomeados Manga, PAD Morpho e Crotalus – em outubro deste ano, abril de 2027 e outubro de 2027, respectivamente.
Os três poços contingentes não estão previstos na licença de operação emitida pelo Ibama no dia 20 de outubro. A licença autorizou somente a perfuração do poço Morpho. A Petrobras, no entanto, já solicitou ao instituto a retificação de algumas condicionantes da licença, sendo um dos pedidos a inclusão desses três poços.
A perfuração do poço Morpho foi retomada pela Petrobras no dia 16 de março, cerca de 70 dias após o vazamento de 18,44 m³ de fluido de perfuração em linhas auxiliares do riser, que ocasionou a paralisação da atividade. A estatal foi multada pelo Ibama (em R$ 2,5 milhões) e pela ANP (em até R$ 2 milhões) pelo vazamento.
Morpho está sendo perfurado no bloco FZA-M-59 pela sonda ODN-II. Em março de 2026, o Ministério Público Federal (MPF) solicitou, em caráter urgente, a nulidade ou a suspensão imediata da licença de operação que autorizou a perfuração do poço Morpho, por conta do vazamento.
Fonte: Brasil Energia



